8 de abril de 2013

Em Busca de Um Final Feliz [Resenha #119]

Em Busca de um Final FelizSinopse: Em Busca de um Final Feliz, de Katherine Boo, é um livro brilhantemente escrito. Através de uma forte narrativa, descobrimos como é o dia a dia dos moradores de Annawadi, uma favela à sombra do elegante Aeroporto Internacional de Mumbai, na Índia. A história de seus habitantes nos faz rir e chorar, porque “o que é celebrado neste livro não é o que poderíamos chamar toscamente de ‘o encanto da lama’, mas a riqueza das pessoas que — para o bem e para o mal — compõem um tronco social que está cada vez mais presente no nosso mundo moderno”. (Zeca Camargo, em prefácio a esta edição).

O leitor vai se apaixonar por Sunil Sharma, o menino catador de lixo que quer ficar rico, por Manju, a moça mais bonita da favela, que quer ser professora, e até pela tresloucada Fátima, a Perna Só, que só quer um pouco de atenção.

Muito se fala sobre as desigualdades sociais, e se pergunta sobre como é possível que exista um abismo tão grande entre a qualidade de vida da minoria mais rica e a da maioria mais pobre. Meu professor de Economia, na faculdade, diria que ele é inerente ao capitalismo. Em “Em Busca de Um Final Feliz”, primeiro livro da experiente jornalista Katherine Boo, conhecemos a favela de Annawadi, na Índia, e somos apresentados a uma gama incrível de personagens vivendo do lado mais pobre deste abismo.

A Annawadi palco do livro é uma pequena favela onde as condições de vida podem ser consideradas menos que sub humanas – esgoto a céu aberto; proliferação de ratos; bica comunitária e deficiente para compartilhamento de água; vícios; pessoas trabalhando muito para ganhar o equivalente a menos de um dólar por dia, e etc. – que fica ao lado de um moderno aeroporto de Mumbai e hotéis cinco estrelas que contrastam com o ambiente onde vivem e marginalizam ainda mais os moradores que acompanhamos durante a narrativa da autora: como Sunil, Manju, Meena, e a família Husein: Zehrunisa, Karam e seus filhos, em especial Abdul.

É na favela que os personagens se encontram e desenvolvem suas relações que são objeto de observação da autora: o modo como levam à vida, pura e simplesmente, teimando em subsistir em condições tão precárias enquanto estão tão próximos do que há de mais moderno e luxuoso no mundo capitalista.

A primeira coisa que percebemos é como, incrivelmente, e mesmo colocados na mesma posição de excluídos do sistema social, os moradores de Annawadi são orgulhosos, briguentos e preconceituosos. A família Husain se sente discriminada por ser mulçumana e viver em meio a uma população majoritariamente hindu, ao mesmo tempo em que os outros moradores os invejam – muitas vezes abertamente – por estarem, Zehrunisa e sua família, prosperando com seu negócio de reciclagem de lixo.

E as situações vão se seguindo e criando uma certa tensão que sempre fica no ar chegando ao ponto de os garotos comentarem que a melhor maneira de se viver na favela é não se fazer ser notado. Prosperando – e aqui leia-se “ganhando o suficiente para se alimentar bem e se conceder pequenos luxos, como uma cama de ferro, uma colcha ou uma parede de alvenaria que os livre de mais mordidas de rato” – os Husain atraem para si a ira de Fátima, a Perna só, uma mulher ressentida e explosiva, que mesmo tendo apenas uma perna não perde uma oportunidade de arrumar confusão.

Enciumada com o bom momento que vive os Husain, ela se auto imola e coloca no chefe da família, Karam, e em dois de seus filhos, Kerkasham e, principalmente, Abdul, a culpa pelo ocorrido, naquele que é o maior gancho de todo o livro.

Nos apresentando um sistema apodrecido e completamente tomado pela corrupção, Katherine Boo acompanha o desenrolar da acusação e julgamento da família Husain, e  temos uma noção do como é desesperadora a situação do país e de seus serviços públicos: os médicos do hospital público cobram pela consulta; os medicamentos destes hospitais são desviados, assim como os recursos para programas educacionais, de saneamento básico e incentivos econômicos; os relatórios policiais podem te favorecer ou incriminar, conforme sua disposição para contribuir com o policial encarregado, e etc. Difere do Brasil? Não.

Um fato que merece a atenção é a questão da sujeição à fé. Em “Cruzando o Caminho do Sol”, de Corban Addison – e também publicado por aqui pela Editora Novo Conceito – o autor dizia que as irmãs raptadas e vendidas como escravas, Sita e Ahalya, tinham uma profunda resignação quanto ao seu destino, baseando-se em preceitos religiosos que diziam – à grosso modo – que tudo o que estava acontecendo com elas era o desejado pelos deuses – ou “buscado” por elas através do karma –, então pouco havia o que se fazer.

A mim me soa como instrumento de alienação, mas funciona. Porém, aqui, no “Em Busca de Um Final Feliz”, já se nota uma mentalidade mais desenvolvida que refuta esta afirmação. Cansados da situação na qual vivem – e, no caso de Abdul, um jovem reservado mas que se mostra muito inteligente e perspicaz para observar o mundo à sua volta – com uma quase certeza de que o que fazem para mudar isto é muito pouco e apenas ilusório, afinal, estão somente subsistindo, muitos deles já entendem que sua situação pouco tem a ver com desígnios das divindades.

Mas isto não trás nenhum conforto, ao contrário. Estando em uma situação desesperadora, a ilusão de que aquilo que está acontecendo foge ao seu controle e nada pode ser feito, sendo um desígnio de um ser superior, é um sentimento bem mais acalentador que a plena consciência de que pouco se pode fazer para mudar o fato em um mundo corrompido por forças humanas. Talvez seja melhor saber a verdade, mas isto trás uma sensação de desespero da qual a ignorância trazida pela religião os protegeria.

A narrativa do livro é rápida embora basicamente descritiva – de ambientes, situações e sentimentos. Apesar de narrar passagens da vida de diversos moradores, é na família Husain e seu julgamento que recai boa parte da ação do livro, de modo que, nos momentos em que a autora os deixou – e a sua situação – em suspenso, a leitura não fluiu tão bem, mas talvez por eu ter me afeiçoado a eles: são amorosos, preocupados, interessados em progredir, em muito contrastando com os demais moradores de Annawadi.

Confesso que, lendo o livro, fiquei confuso por ele ser classificado como não-ficção. Em minhas experiências anteriores, a diferenciação entre aquilo que era ficção e o que não o era sempre se mostravam claras, o que não aconteceu aqui. Narrando em terceira pessoa, a autora se faz sempre presente, mas não se coloca como uma observadora, do tipo “vi um garoto estudando”. Ao contrário, ela diz “Mirchi estudava para suas provas finais”, como se contasse uma história.

Na “Nota da Autora”, ao final do livro, finalmente compreendi: todos os fatos, pessoas e locais narrados no livro são reais e frutos de anos de entrevistas e convivência levados à cabo pela autora, o que potencializou o efeito que a leitura teve em mim: então toda aquela miséria, o desespero das pessoas, as tragédias de cada dia, tudo foi real. Não que eu não quisesse enxergar, todos sabemos como o mundo pode ser, mas, nos deparando com alguém falando tão diretamente sobre o assunto, não há como deixar de ficar impressionado.

É um livro que dá um nó na garganta. Com seus personagens vívidos, pintados em cores realistas que só a não-ficção se permite, Boo construiu um grande livro. Dizem que, para solucionar um problema, primeiro é necessário saber que ele existe. Me pergunto como, se já estamos entupidos de ciência, ainda não começamos a nos mexer…

 


Em Busca de Um Final Feliz - Vida, morte e esperança entre os barracos de Mumbai
, de Katherine Boo (Behind the Beautiful Forevers, 2012Tradução de Paula Mathias de Siqueira, 2013) – 288 páginas, ISBN 9788581630328, Editora Novo Conceito. [Comprar no Submarino]

{A-}

36 comentários:

  1. Quando você falou no final de tudo "estamos entupidos de ciência" eu pensei pela milésima vez: "O capitalismo é bom em criar portas, apenas não distribui chaves com muita generosidade!"

    E a proposito de enxergar os problemas das periferias do mundo, me lembrei do cast de uns rapazes que ouvi sobre o Clã dos Magos, um dos leitores achou que a Trudi lançou mão de distopia para a história e eu quase tive um troço percebendo como ele não tem consciência mesmo de como é o dialogo entre favela e centro da cidade e do que ocorre nos círculos interiores da favela, ignora que a miséria não faz parte de um futuro pós-apocalíptico e sim do hoje.

    No mais, lendo suas descrições do livro, novamente me peguei pensando que apesar de toda favela ter suas particularidades, algumas coisas são comuns a todas: o abandono do poder público (quase tive um troço vendo no Profissão Reporte na Globo que os correios do Rio de Janeiro não sobem a favela, eles deixam a correspondência em cooperativas... Putz?!?!? E não, eu não pensei que reclamo demais, pensei que se o correio que é pago não sobe o que se dirá de outros serviços? Como as autoridades publicas são capazes de abandonar aquele povo nesse nível?), o excesso de intimidade entre os moradores, as birras, as invejas, as diversas formas de ser ou não religioso, os conflitos em relação a religiosidade (na Índia é hinduísmo X islamismo, aqui em Recife é o povo do santo/Candomblé X Crente/evangélicos).

    Preciso mesmo ler esse livro, e estou ansiosa para ter ele em mãos.

    Acho que me alonguei demais no comentário... Agora imagine como vai ser a resenha?!?! #Gigante

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    1. Jaci, acho que você vai conseguir ver o livro com um outro olhar, graças à sua formação como historiadora, vai conseguir o que existe debaixo do véu e eu não pude nem ao menos imaginar.

      E é mesmo assustador que algumas pessoas possam considerar o cotidiano em uma favela algo distópico, e mesmo se estamos falando de livros. Será que essas pessoas não sabem da realidade ou se esforçam para não ver? Cá eu me pergunto.

      Fico ansioso pela sua resenha. Boa leitura ;)

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  2. Post PERFEITO. Meus parabéns meu caro, o livro me pegou de jeito, quero lê-lo o quanto antes. Essa capa é maravilhosa, sua resenha não me deixa dúvidas de que você curtiu a leitura. Com uma narrativa rápida e bem descritiva (como você relatou) o autor (a) que consegue mesclar isso, tem um bom trunfo. Entretanto creio que seja um livro difícil de se ler. Quando se trata de realidade e uma realidade sofrida, só os fortes de emoções é que conseguem ler. Desigualdades sociais é um tema pesado, pois está muito presente hoje em nosso dia a dia. Creio que é isso, preciso ler o quanto antes e estou com boas expectativas. Muita paz, sucesso e luz para ti, abração!

    Ewerton Lenildo - @Papeldeumlivro
    papeldeumlivro.blogspot.com

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    1. Ewerton, em muitos momentos sentimos um nó na garganta, mas é o tipo de realidade que nós, brasileiros - e pelo menos os mais atentos de nós - tem conhecimento: descaso governamental, abismo na distribuição de renda, na qualidade de serviços e oferta de emprego/educação/saúde/saneamento básico. Fico aguardando sua resenha pra saber o que achou.

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  3. Meu pacote nem chegou ainda e você já terminou de ler um dos livros :/ AH, os Correios...
    Particularmente, acho a fé bastante útil para a superação de condições adversas, principalmente de caráter financeiro em lugares onde a mobilidade social é baixa. MAS quando isso se transforma em resignação, ao exemplo das personagens de Caminhos do Sol, bom, isso é um grande problema. E infelizmente os líderes religiosos da nossa sociedade (com uma ou duas exceções, como o pessoal da teologia da libertação) não estão lá muito preocupados com as condições de vida de seu rebanho, desde que eles paguem dízimo e similares.
    Com essa capa e com esse título, eu não me surpreenderia se fosse só mais uma historinha de pseudo-superação - o maior problema da Novo Conceito é a identidade visual. Muito bom saber que o livro é bom, e também dessa forma diferente de narrativa - isso de transformar a não-ficção em livro de História é meio passado e desagradável para o leitor. Sei que nem sempre é possível contar com a precisão de uma narrativa, mas exceções são bem vindas...

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    1. Isabel, eu também acredito que a religião colabora para a superação de obstáculos, mas com ressalvas, quando chega no ponto da resignação é perigoso. Eu não sou muito favorável à teologia da libertação, ao menos na Igreja Católica existem correntes diferentes - e menos politicamente ideológicas - que se preocupam mais com o bem-estar social, eu fico preocupado quando a religião se aproxima muito da política; e concordo com você, a maioria dos líderes só quer saber da arrecadação, o resto é da conta de cada um!

      Sabe que eu gostei da capa? Ela combina com o livro, dessa vez a derrapada nem foi tão grande, rsrs. Espero que sua caixa chegue logo! Eu fico em ânsia quando vejo as pessoas falarem que já receberam e eu ainda não, rsrsrs.

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  4. Amei essa resenha, o ponto de vista e a opinião, é um livro que com certeza nos faz pensar em diversos assuntos, na verdade infnitos assuntos, principalmente quando o foco é igualdade social, fé, religião... O livro deve ser mesmo interessante, eu ja estava ansiosa mesmo para ler, agora estou muito mais.

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    1. Kézia, é um livro que trata da realidade como ela deve ser tratada: sem firulas, como ela é. Dá um nó na garganta em certos momentos, mas é assim que a vida é. Eu gostei muito do livro, vale ler ;)

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  5. me lembra muito um livro que li para análise para a Verus, agora não me recordo do nome, mas lembro que quando o li, chocou muito minha percepção sobre tudo isso, porque o livro levava a probreza em um humor negro que tocava meu coração.

    Beijos. Tudo Tem Refrão

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  6. Olá, Sou dona do blog:
    http://diarioddeumagarota.blogspot.com.br
    bom eu fiz meu blog a 11 dias rs' pouquinho tempo néé, e eu gostaria que voc desse uma olhadinha nele, e ve se gostou!1
    Ooh eeu já ttoh ttih seguindo ttah??
    Se puder retribuir eu tte agradeço <3
    ²BEIJOOOS <3
    DIÁRIO DE UMA GAROTA <3

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  7. Eu não tinha me interessado por esse livro, até ler sua resenha. Estou emocionada em como fez a análise do livro. Não importa sua situação de vida, financeira, sempre é possível buscar felicidade, mesmo que a forma de busca não seja igual para todos.

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  8. Estou querendo ler esse livrou, pois nunca li algo do estilo, e acho que irei gostar, pois esse assunto me toca.

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  9. Quando vi o book trailer desse livro, imaginei que daria um ótimo documentário!!
    Com certeza a trama deve ser muito comovente e emotiva...

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  10. Gostei desse livro e adorei essa comparação com Cruzando o Caminho do Sol, tem coisas que lembram mas são um tanto diferentes...boa essa leitura, deve ser bem legal mesmo.

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  11. Todos os livros que li que têm como tema a Índia, as histórias são maravilhosas. Espero que esse também seja o caso desse livro. A capa é linda e a resenha maravilhosa.

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  12. Eu gosto de ler livros nesta tematica mas assim como vocÊ eles me deixam uma sensação de no na garganta, mas a realidade não é realmente tão cor de rosa como em historinhas para crianças, linda resenha, beijos.

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  13. Esse livro é lindo né?
    E a capa então? Perfeita!!

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  14. Nossa, dentro do conforto da nossa casa é dificil acreditar na quantidade de pessoas que passam por fome e necessidades né? O bom desse tipo de livro é que abre os nossos olhos para o problema que está em nossa volta e a nossa responsabilidade de fazer alguma coisa! Quero muito ler!
    bjos

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    1. Luiza, realmente, muita vezes é difícil que nos coloquemos no lugar de quem não tem tantas oportunidades como nós. O livro é uma boa oportunidade de se conhecer realidades bastante duras.

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  15. A ìndia é um país fascinante, eu quero muito ler esse livro......


    Adriana Oliveira

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  16. O nome do livro nos inspira porque é o que todos buscamos, mas a capa assusta, porque queremos esconder o fato que existem pessoas menos afortunadas que nós. Adorei sua resenha!!

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  17. A capa do livro choca, mas não deixa de ser a realidade que muitos tentam camuflar, gostei da resenha e fiquei tentada a ler .

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  18. Uma história emocionante, que nos remete à questionamentos sobre a vida e sobre o que fazemos a respeito dos problemas sociais no mundo.

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  19. Gosto muito de livros em que suas historias se passam na India. Realmente lá a desigualdade é mil vezes pior que aqui, pelo o que já andei lendo. Espero ter a oportunidade de ler esse livro tb, e conhecer melhor essa historia. Bjksss

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  20. Quero muito ler esse livro, a capa já é super forte, e ao mesmo tempo fala muito do contexto do livro. Gosto de livros que me deixam com esse nó na garganta, pq me levam pra uma realidade que eu desconheço e gera em mim mais compaixão.

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  21. Um livro forte e realistico... A verdade nua e crua da pobreza... Com certeza será um livro que irá me emocionar.

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  22. O livro parece ser bom... Realista ao extremo... Não se vê muitos livros desse gênero... Eu adoraria ler... Vou colocar em minha lista de leitura...

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  23. Parabéns!!! Uma das melhores resenhas que já li, sem dúvidas.
    Parece ser um livro muito realista e com certeza deve tocar a alma... Gostaria muito de ler!
    Beijos.

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  24. parece muito bom! adorei a resenha e quando sobrar um dinheirinho vou comprar, haha

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  25. Parece ser um daqueles livros bem tocantes do qual gosto. Parece também ser daqueles em que os personagens vão atrás de seus sonhos para poder conseguir realizá-los.

    Beijos, Blog Admirando os Livros.

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  26. Eu li um pedaço desse livro que minha amiga tem, e adorei. E sua resenha está incrível!

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  27. Ao ver o nome do livro, não se tem muita ideia do que se trata né? Eu imaginei algo bem diferente, porém a capa já é um pequeno 'susto'. Parabéns, resenha muito bem escrita e nos dá uma visão muito clara do que esperar. Um gostinho de 'quero conhecer' até porque a autora, pelo que foi falado, fez um trabalho e tanto de pesquisa para esse livro, o que torna tudo muito mais interessante!!

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  28. Lendo sua resenha e acompanhando os comentários de Pandora em seu histórico de leitura sei que essa história será vista aos olhos de cada um de uma forma. Para nós cariocas cercados de favelas por todos os lados conhecemos um outros lado que, na maioria das vezes, por mais que se queira ajudar o acesso nos é bloqueado.
    Uma observação que faço é que a miséria, a fome, as condições precárias de vida não estão só nas favelas e sim espalhadas por todos os lugares. Seja em um terreno abandonado que é invadido, pelas ruas e becos. Tudo isso não se compara a Índia e a favela Annawadi que é o palco dessa história.
    Vou parar por aqui e deixar para opinar mais depois que eu ler esse livro em um "futuro breve."

    Saleta de Leitura

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  29. Ler sobre a India, ta ai uma coisa que nao fiz ainda... esta na moda ler sobre o Afeganistão... sempre bom conhecer outras culturas e outros povos com dificuldades q muitas vezes se parecem com as nossas... boa resenha...

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  30. A capa já tinha me chamado a atenção, após ler algumas resenhas definitivamente é um livro que vou gostar, pois adoro os livros realistas, mesmo me deixando em um certo estado de depressão...

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  31. esse livro parece ser muito bom, gosto de histórias reais, e essa triste realidade da Índia, deve ser interessante de conhecer.

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Oscar