1 de abril de 2013

O Enigma da Borboleta [Resenha #117]

O enigma da Borboleta - Texto


Sinopse: Um suspense eletrizante onde qualquer movimento em falso pode ser fatal. Penélope Marin, ou simplesmente Lo, é uma adolescente um tanto incomum – ela sofre de transtorno obsessivo compulsivo, que ficou mais intenso depois da morte de seu irmão Oren. Além disso, Lo adora colecionar bibelôs, mesmo que tenha que roubá-los (Ela também tem traços de cleptomania). Num desses “resgates” – como ela mesma diz – Lo encontra uma bela borboleta, que pode ter colocado sua vida em perigo. Essa figura está ligada a um assassinato e Lo pode ser a única testemunha desse crime.


O Enigma da Borboleta é um livro diferente já na sua concepção: ele beira à literatura policial mas aqui a personagem principal não é um detetive, mas sim uma garota, Penélope – Lo – que sê envolvida por um grande mistério e com uma necessidade urgente de saber mais sobre ele. Ela é frágil, tem um problema de saúde sério que constantemente a coloca em perigo, e, também por isso, uma das personagens mais marcantes com a qual já me deparei.

Lo tem TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, que, segundo a Wikipédia, “é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos para a sociedade ou para a própria pessoa; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias que são incontroláveis ou dificilmente controláveis”. Por isso, ela tem pequenos “rituais” que se obriga a fazer para se sentir “segura”, enxergando neles uma salvaguarda: ou os faz ou algo terrível pode acontecer. O mais simples é o “tap tap tap banana”, que ela tem de fazer sempre que entra ou sai de algum lugar e, numa medida mais acentuada, as combinações de números que precisa fazer para que tudo fique bem.

No caso de Lo, ela gosta, principalmente, do seis e do nove.

No meu, eram o quatro, o oito, e o quarenta. Às vezes também achava o quarenta e quatro bom, mas isso dependia de muitos outros fatores.

Bato nove vezes na lata de lixo, devagarzinho, com o pé. Nove vezes segura. Nove vezes segura. Depois tenho que bater seis; seis vezes segura. Depois de dois noves tem que haver um seis. Essa é a sequência máxima de proteção. Não sei por quê; simplesmente é.

– página 11

Como em sua casa as coisas não vão bem, com sua mãe sempre na cama e seu pai trabalhando dezesseis horas por dia, ela passa muito tempo fora, perambulando em busca de bibelôs que depois arruma metodicamente em seu quarto, também associando sua disposição ao seu estado de segurança e bem estar.

A desconstrução de seu ambiente familiar é um ponto chave para se entender o quanto ela é movida pelos impulsos da doença: a mãe não tem condições de cuidar dela, e o pai é sempre ausente, e saber o que estava atrás disso foi, durante um bom tempo, o motor que me  fez querer seguir lendo o livro sofregamente, para saber o que havia acontecido. Logo se percebe, através das memórias que ela tem do irmão, Oren, que ele tem algo a ver com isso, e este segredo manteve meu interesse alto, mas, como já devem ter lido, a sinopse entrega tudo. Ainda bem que não costumo lê-las.

Pronto, aí está: o meu segredo mais sombrio. Meu corpo parece estar se partindo. Começo a puxar meu cabelo. Puxo, puxo, puxo. Mas a sensação não passa, essa sensação de desequilíbrio. Tudo está se dissolvendo.

– página 207

Pegar estes pequenos objetos é algo que ela também não consegue evitar. Ela tem de tê-los para si, tem de pegá-los, mesmo que seja preciso roubar. É em busca deles que ela se vê em Neverland, um bairro barra pesada, com medo de que alguém a tenha visto roubar algo, o que a faz se esconder ao lado de uma casa que, por uma infeliz coincidência, será o cenário de um assassinato.

Mas, talvez, falar em coincidência seja um tanto quanto injusto neste livro. Apesar de os impulsos de Lo a levarem por caminhos tortuosos, e, constantemente a fazem correr muitos perigos, as coisas acabam se conectando, um grande quebra-cabeça se forma, e tudo leva à Sapphire – não por acaso a moça morta no crime que ela “presenciou” –, antiga dona da borboleta que agora Lo sempre carrega no bolso e que, quando a aperta e a sente junto de si, faz com que sinta a presença da jovem morta, de uma forma reconfortante. Talvez por isso ela tenha tanta vontade de saber a verdade sobre a morte de Sapphire, fazer algo que, por tabela, a faça se perdoar pelo que aconteceu com seu próprio irmão.

É comovente ver Lo lutar para que os que estão à sua volta não percebam o que ela faz: a necessidade de repetir tudo três vezes, de ficar a busca de um certo número de coisas, de ter que bater n vezes nas coxas antes de responder algo. O portador do TOC sofre muito, pois seus rituais tiram sua liberdade e lhe afligem de diversas formas, fazendo com que aquilo que para uma pessoa que olha de fora pareça pura “safadeza” – que é como muitos ainda tratam os transtornos psicológicos – seja um tremendo suplício para quem os sofre.

É por isso que sair não é uma ideia muito boa. A pessoa pode se sufocar lá fora.

– página 216

Um importante personagem que Lo conhece em suas aventuras por “Neverland” é Flynt e ele é todo errado: misterioso, sem-teto, não estuda – senhor, ele sua dreadlocks! – e você sabe que há algo muito estranho ali e, por mais que Lo se sinta atraída por ele, já havia nutrido um sentimento paterno grande o bastante para temer por ela perambulando naqueles becos, visitando bares, boates de striptease, e se metendo em assuntos que podem colocá-la em grande perigo.

A autora, Kate Ellison, assumiu um grande risco ao narrar o livro em primeira pessoa, mas com isso nos apresentou uma personagem inesquecível, de quem eu sentirei saudades, ao mesmo tempo em que espero que a autora não a revisite. É melhor assim, terminar com Lo lidando com suas imperfeições, mas com uma tendência de melhora. Não é preciso consertar tudo. Na vida real, raramente tudo é consertado, esta obrigação, do “e tudo vai ficar bem!”, para mim, só faz sentido nos contos de fadas. E, apesar de se passar boa parte em Neverland, “O Enigma da Borboleta” termina com elementos densos o suficiente para que seus personagens não se vejam felizes para sempre, mas, no entanto não desistem de lutar.

A edição do livro está muito bem acabada, com detalhes que enobrecem o produto final, tornando-o ainda mais interessante. É um livro que vale a pena ser lido, com personagens que não são clichés, e respiram por si só. Ele pode ser aflitivo boa parte do tempo, mas o resultado final é recompensador.

 

O Enigma da Borboleta, de Kate Ellison (The Butterfly Clues, 2012 –Tradução de Alice Klesck, 2013) 312 páginas. ISBN 9788580447408 Editora LeYa. [Comprar no Submarino]

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48 comentários:

  1. Agora me arrependi de não ter solicitado esse livro. Não pensei que fosse ser tão complexo, e eu opto por sinopses mais singelas até para não estragar possíveis supresas. Droga... Mas vou ficar de olho no livro, logo pretendo lê-lo.

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    1. Ah, eu gostei muito do livro, mas olha, eu suspeito que você vai estar em boa companhia com o exemplar da coleção Novíssimos ;)

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  2. Eu já fiquei com essa aflição só de ler os quotes, Luciano. Não sei você, mas quando as narrativas são em primeira pessoa, eu me envolvo ALÉM do esperado com um personagem. Não sei se é porque eu me coloco no lugar dele, ou algo além. Então já sei que esse livro vai me afetar além do normal. ;x
    O meu exemplar ainda não chegou, estou esperando ansiosamente depois dessa resenha.

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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    1. Ah, outra coisa: desculpe por estar tão ausente por aqui. :( Tenho andado sem tempo e justamente nesse feriado quando eu resolvi comentar nos posts que eu não comentei por aqui, caí doente. :( Inclusive, estou de molho em casa hoje. haha
      Eu não esqueci daqui não, tá? :P
      Beijos

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    2. Luara, também costumo me envolver bastante nas narrativas em primeira pessoa,e olha que até bem pouco tempo atrás eu tinha dificuldades com este tipo de narrativa! Acho que você vai gostar bastante do livro, ele é denso, muito bem escrito.

      E fica tranquila, bem sei como as coisas podem ficar corridas de vez em quando.... e melhoras ;)

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  3. Luciano, esse livro é muito bom para compreendermos o TOC. Tenho uma amiga que faz controle e conviver com ela é bastante complicado. Um final de semana que viajei com ela, foi demais e por isso ela vive longe dos pais, para não enlouquecê-los. Ruim é quando essa sindrome descamba para outras em conjunto, como o pânico.
    Torço sempre para finais felizes e talvez por isso, nunca me assustei com os contos de terror (fadas) infantis. Sempre achei que a bruxa seria desmascarada, que a madrasta e os dragões seriam presos... e que a mocinha viraria princesa. Também por isso não gosto de trabalhos literários conectados.
    Boa semana!!
    Beijus,

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    1. Luma, não é mesmo fácil conviver com quem tem o problema, e, o pior, muitos ainda o diminuem, dizendo se tratar de uma besteira qualquer, que a pessoa não faz por onde melhorar. Eu acredito que a autora o retratou bem, vale ler ;)

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  4. To com medo desse livro hahahaha, eu quero muito muito ler, mas eu tenho facilidade em desenvolver TOC porque meu pai tem e quando eu era criança era pior, então eu desenvolvi por influência e minha mãe me ajudou a parar com isso, mas se presencio o TOC novamente, tenho que lutar muito para não fazer o que o cérebro parece me dizer que é obrigatório fazer hahaha, coisa de doido mas enfim, quero ler esse livro demais, mas tenho medo de me sentir mal. kkkkk

    Beijos. Tudo Tem Refrão

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    1. Ágata, eu convivo com TOC desde os 12/13 anos, mas agora tá bem melhor, tô mais controlado. Eu também achei que o livro faria ressurgir algo mais sério, mas não, foi tranquilo, rs.

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  5. É um livro que tem tido criticas bem construtivas! Sua resenha re-saltou bem os pontos do livro, e agora já tenho uma ideia do que esperar, acho que é exatamente meu tipo de leitura!

    Bjs

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  6. Achei esse livro muito complexo, bom de várias formas. Só por ser suspense já te deixa com aquele gostinho de quero saber o que. Além disso, ainda foi feito uma personagem com tal doença, uma que combinada a suspense deve ter ficado um horror de ler, no melhor sentido. Gostei dessa combinação e fiquei curiosa com a história, deve ser bem bom mesmo.

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  7. Achei a resenha maravilhosa e estou bastante interessada em ler o livro, que já li alguma resenha em outro lugar. Na época que li a outra resenha não me senti empolgada a ler o livro, e agora já é bem diferente. Talvez seja a sua resenha, não é mesmo?

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  8. Que tematica boa do livro, um personagem com TOC! E ainda cheio de suspense e misterio...com certeza muito bom! E pelos elogios que voce fez à cosntrução dos personagens, é com certeza um livro inesquecivel, agora mais que nunca estou ansiosa por essa leitura, adorei! Parabéns pela resenha!

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  9. Nossa, esse livro parece ser muito bacana, um livro de suspense em que a personagem principal é uma garota com toc não é comum... me bateu uma curiosidade pra ler... espero ter essa oportunidade!
    bjos

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  10. Não sou chegada a suspense, nem romance policial etc ,mas depois de ler sua resenha fiquei super afim de ler esse livro , principalmente para saber mais sobre o TOC , e sendo uma personagem principal feminina , adoro mulheres no comando , rs . ou procurar para ler , e volto aqui pra contar .

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  11. Gostei da resenha. Sou suspeito, porque amo narrativas em primeira pessoa (quando bem feitas) e temas complexos. Quando bati o olho nessa capa já pensei: é um bom livro.
    Ai fui num evento e ele foi sorteado e não ganhei #chateado rsrsrs
    Meu desejo agora é ler, com certeza!
    Abç
    descobrindolivros.blogspot.com.br

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  12. Haha. Adorei a Lo!!
    TOC é uma doença bem complicada né? Vixe.
    O livro deve ser muuito bom mesmo. Já foi pra minha estante no Skoob!

    :) http://naproximapagina.blogspot.com.br/

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  13. Fiquei muito interessada neste livro!!! A autora abordar o TOC e em prmeira pessoa deve ter sido muito tenso!!! Adoro livros com abordagem policial, quero ler!!!

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  14. Luciano!
    Nossa! Deve ser bem interessante acompanhar a saga de alguém que tem TOC e deve ser um tanto estressante também, mas estou bem curiosa por saber como se desenvolve esse suspense, deve ser interessantíssimo.
    A resenha está magnífica.
    cheirinhos
    Rudy

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  15. Nossa, gostei muito do jeito que você escreveu a resenha, muito bem escrita. Adorei a história do livro, parece interessante acompanhar alguém dom a doença do TOC.
    Abraços

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  16. Não sabia quase nada do livro gostei de cara de capa e vim ler a resenha e quero ler esse livro todo complexo sobre o TOC, quase fiquei assim uma época da minha vida mas consegui sair dessa doença.

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  17. Adorei a resenha, parabéns!
    É exatamente o tipo de livro que eu gosto... Deve ser interessante um livro com a doença TOC. Ansiosa para ler!

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  18. Eu algumas resenhas sobre esse livro, mas a sua passou uma complexidade que não encontrei nas outras. Quero saber mais sobre essa doença por isso preciso ler esse livro. A resenha ficou show.Beijim

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  19. Adorei o mix de thriller psicológico, mistério, problemas familiares e psiquiátricos que o livro aborda. Me encantei com esse suspense, amor à primeira vista. Só espero que a história me conduza a um final à altura da minha expectativa.

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  20. Adorei a resenha! Adoro livros que tratam também do psicológico da personagem, os tornam mais completos.

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  21. Nunca li algo parecido! Será uma aventura e tanto, tomara que seja bom mesmo quanto foi a resenha!

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  22. Olhando somente a capa, achava que se tratava somente de um livro sobrenatural, mas vejo que não é somente isso tem um suspense, mistério e transtorno psicológico e familiar. Muito boa a resenha muito bem explicadinho o q eu mais gostei foi a parte "com personagens que não são clichés" hmm parece bom!

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  23. Quando vi o livro pela primeira vez nao me interessei, não gostei da capa e como sou mto capista nem li a sinopse, mas qdo li uma resenha e vi que se tratava de alguem com um transtorno de ansiedade, já me identifiquei...Gosto mto de ver como os autores tratam esse tipo de situação.Bjksss

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  24. Sou fascinada por livros de mistério, ação, policial, adoro quando a história nos envolve bastante! Estou muito ansiosa para lê-lo.

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  25. Não gosto de thrillers, em filmes sim, mas na escrita não. O mais próximo disso que consigo ler é Dan Brown.

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  26. não conhecia o livro.. porém agora fiquei louco pra ler! hahaaha mistério, assassinato , romance .. surpreendente ! otima resenha

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  27. Achei bacana o enredo envolver essa situação do TOC. Adoro livro de mistério e suspense e parece que esse é bem recheado. Bom também saber que temos personagens diferentes, bem construídos. Só vem a valorizar o livro.

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  28. Me identifico com algumas coisas da personagem tenho TOC desde criança e apesar de ser moderado(se é que pode se dizer assim)quando pequena ,minha mãe achava que eu era esquisita ,que tinha tiques,rsrsr,fazer o que ,com o tempo pude conviver melhor com o problema, agora que li á resenha desse livro vou tentar ver se compro ou ganho ele,bjs.

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  29. Ainda não li nenhum livro onde o personagem tenha TOC, deve ser bem diferente uma leitura dessa, acho que em alguns momentos angustiantes. Mas já quero conhecer a Lo e desvendar esse mistério.

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  30. Um tema que cheguei a pesquisar até mesmo quando vi o filme "Melhor é impossível". Fiquei muito interessada no Enigma da Borboleta sendo um suspense com uma protagonista detetive e passando por esse distúrbio somado a mistério e suspense deve ser muito bom. Melhor ainda quando vejo que avaliou em A.
    Excelente REsenha!!

    Bjs


    Saleta de Leitura


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  31. É a primeira vez que vejo uma protagonista com TOC, e eu fiquei super curiosa para ler por conta disto, sou psicóloga, dai eu adoro esse tipo de coisa em livros...Coloco tds no divã e me divirto! hehehe. Pelo que vc relato tem bastante detalhes a respeito.

    Boa Resenha!

    Miquilis: Bruna Costenaro

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  32. Me pareceu muito bom, aborda um tema que gosto muito que é o suspense, me chamou bastante a atenção, curiosa pra ler.

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  33. Conheço algumas pessoas com TOC e sei que elas sofrem bastante, mas vão levando a vida entre os percalços. Eu mesma tenho algumas maniazinhas terríveis.

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  34. Gostei muito do estilo policial sendo que a personagem principal não é nenhuma detetive, policial ou algo assim.
    Deve ser horrível ter essas manias incontroláveis, sem contar os problemas em casa com seus parentes. Parece ser uma história bem forte e intrigante. Pela capa, não daria nada mas, pela resenha já estou bem intrigada em ler esse livro

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  35. Gostei do livro de cara quando li a sinopse no skoob, e a capa já dá pra saber que é um livro ótimo. A protagonista com TOC e com traços de cleptomania já bastava pra deixar a estória ótima, mas tem toda a coisa do assassinato. Apesar de não gostar de livros narrados na primeira pessoa, ainda quero lê-lo. Adorei a resenha, beijos.

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  36. Essa é a segunda resenha que leio essa semana sobre livros com personagena que sofrem de TOC, uma condição tãp dolorosa em que a pessoa se torna refém das suas próprias manias, e ainda por cima ela é cleptomaníaca. Eu sou fão de livros de suspense e estou sempre procurando bons títulos do gênero, especialmente os que não fazem parte de séries. Vou colocar esse na minha lista de desejados.

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  37. Sou super fã de livros de suspense... Já li várias resenhas desse livro... E gostei muito do que foi apresentado... Estou muito curiosa para ler...

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  38. Amei a história desse livro imediatamente rs, não tenho TOC mas tenho alguns rituais que cumpro toda vez que saio e volto pra casa, faz eu me sentir segura, as vezes esqueço mas não fico me culpando ou acho que algo vai acontecer, quero muito ler esse livro, adoro suspense e adorei a história :)

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  39. pela capa não me interessei muito, mas parece muuito bom!

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Oscar