10 de agosto de 2015

Soldier: Leal Até o Fim, de Sam Angus [Resenha #231]

Soldier


Sinopse: Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos.

Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra.

SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.


Meu interesse em ler “Soldier” surgiu principalmente por ter gostado muito do “Rin Tin Tin”, e, claro, por o livro se passar no período da Primeira Guerra Mundial. Gosto muito dos relatos deste período e, salvo engano, ainda não havia lido um livro onde a relação homem-animal fosse o foco principal da narrativa.

Baseado em relatos reais, “Soldier” conta a história de amizade entre um garoto, Stanley, e seu cão, e de todas as barreiras que tiveram de enfrentar em um período tão delicado da história. Após a partida de seu irmão mais velho para a Guerra, Stanley – que já era órfão de mãe – ficou sozinho em uma casa com seu pai, que sempre o ignorava, sofrendo pelo medo de perder o filho na frente de combate.

Para piorar a situação, Stanley deixa que Rocket, uma cadela de competições de seu pai, bastante premiada, escape do quintal e retorne prenha, o que faz com que seu valor para competições decaia muito, já que após dar cria pela primeira vez, as cadelas não voltam a ter o mesmo desempenho de antes.

Isso faz com que a frieza do pai para com Stanley se transforme em raiva, com ele sempre prometendo que vai afogar os filhotes mestiços, pois não servem para nada. Stanley passa os dias dividido entre os sonhos com o retorno do irmão, que sempre escreve para eles, e os cuidados com os filhotes. Até que um dia ele acorda e Soldier não está mais no canil. Imaginando que seu pai cumprira a promessa e o afogara no lago, o garoto, então com quatorze anos, mente sua idade, e se alista nas forças armadas.

A autora, Sam Angus, tem um bom texto, mas achei que em alguns momentos ela apela para um sentimentalismo que geralmente não me agrada, além de focar em momentos que poderiam ser abreviados. Ela até constrói um panorama maior, quando Stanley está em treinamento para poder partir para o front na França, e é inteligente e lógica a saída que ela cria para que ele termine em um esquadrão responsável pelos cães mensageiros, mas os desdobramentos disto são facilmente imagináveis.

Dividido em três partes, o livro é construído de uma forma que torna a leitura é agradável, e os ganchos deixados pela autora são eficientes para manter o leitor preso – em especial aqueles que curtem um bom drama – e é quase impossível não se sentir tocado pela situação, pelos dramas da guerra, e por todos os desdobramentos que advém daí.

A amizade entre Stanley e Soldier é dos pontos altos do livro, mas achei que o menino é infantilizado na primeira parte do livro, enquanto ganha contornos mais sérios nas duas seguintes, o que pode até ser um amadurecimento natural, dada às situações que eles enfrentam, mas isso deu uma quebrada no andamento das – e na forma como eu imaginava as – coisas.

Por fim, recomendo o livro. Ele tem algumas ressalvas que não estragam o produto final, um livro que emociona em diversas medidas, com personagens marcantes que aprendem, da forma mais difícil, a lidar com as asperezas da vida.

 

Soldier: Leal Até o Fim, de Sam Angus (Soldier Dog, 2012 Tradução de Julio de Andrade Filho, 2015) – 256 páginas, ISBN 9788581634029, Editora Novo Conceito.

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Parceiro 2015

5 comentários:

  1. Adorei a resenha, mas acho que por agora não lerei. Pelo que entendi, ele irá me emocionar, percebi isso com tudo o que você escreveu. Ando meio mole demais esses dias e evitando livros assim. Li um que se passava na segunda guerra esses dias e, meu, como sofri!!!!

    Preciso respirar um pouco agora. Mas claro que este livro está na lista ;)

    Bjkssss

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  2. Oie,
    Que pena que a leitura não foi tão boa para você. Eu gostei muito, chorei e também tive algumas ressalvas, mas não posso negar que mexeu com os meus sentimentos. Principalmente as partes de reconciliação.

    Boa leituras...bjos elis - http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  3. Uma das minhas próximas leituras! Sei que vou me emocionar. É um tema que nos mostra realmente "as asperezas da vida."
    Beijos
    Saleta de Leitura

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  4. Eu tenho um pé atrás com história com animais, se por um lado me emocionam e levam as lágrimas - pq sou emotiva - por outro as vezes apelam demais... tomam contornos exagerados...

    Enfim, de toda forma parece ser um livro bom, trás um tema interessante e e fala sobre algo duas coisas que acho que não podemos esquecer: a fidelidade dos cães e os horrores da guerra.

    Pandora

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