Sinopse: Tender Branson sequestra um avião e decide se matar. Mas, enquanto o avião possuir combustível, ele resolve contar a história de sua vida para a caixa-preta, numa tentativa de explicar como diabos um sujeito decadente como ele quase se transformou em uma celebridade religiosa.
Segundo livro de Chuck Palahniuk, autor de Clube da Luta, Sobrevivente é uma história ceia de ironia e sarcasmo, que usa como cenário um país que tropeça em seus próprios valores, e onde qualquer um pode virar modelo de qualquer coisa.
Pra quem nunca leu Chuck Palahniuk, duas informações: a) seu ritmo de leitura sempre será maior do que deseja; e, b) ao final, sempre chegará a conclusão de que o livro possui menos páginas do que merece. Sei que as duas são complementares, mas são a mais pura verdade, e, ao terminar o segundo livro do autor em menos de dois meses, senti a mesma coisa: li rápido demais e o livro tem páginas de menos. Se tivesse lido mais devagar ou o livro tivesse mais páginas seria a perfeição. Sempre que fecho um livro dele tem um sorrisão na minha cara e, imediatamente, uma saudade no coração. Palahniuk tem um jeito especial de narrar suas histórias, de falar com o leitor de um modo tal que o pior dos psicóticos se torna o mais memorável personagem da literatura de que ele se lembra em muito tempo.

