7 de janeiro de 2015

Ascension – Part One

Ascension

Ok. Este post inaugura um novo marcador aqui no blog, o “Assistindo Séries” onde devo falar sobre as séries que estiver assistindo. Já fazia isso em um blog hospedado no Posterous, que foi comprado e descontinuado pouco depois pelo Twitter. A ideia é que os posts sejam publicados aos finais de temporadas, mas em casos especiais – Game Of Thrones, The Walking Dead, Falling Skies e minhas outras queridinhas – tentarei postar episódio por episódio. Não serão resenhas, mas pequenas impressões, comentários sobre os episódios.

Recomendo fortemente que apenas leiam este post se já assistiram ao primeiro episódio de Ascension.

Ficção científica sempre me atrai, mas nem sempre tenho sorte com o gênero, especialmente em séries de tv. Ano passado – como é estranho falar de 2014 assim! – apostei todas as minhas fichas em Extant, que tinha a Hale Berry no papel principal, mas acabei me decepcionando. Ascension veio para tentar me suprir de tudo quanto Extant deixou a desejar.

Escrita por Philip Levens, de Smalville, a premissa da série é a seguinte: nos anos 1960, Dr. Enzmann, um famoso cientista norte-americano defendia que, já naquela época, viagens interestelares eram possíveis. Não apenas ir até a Lua, mas sim olhar para o céu, escolher uma estrela e visitar os planetas que existissem nela.

Claro que, não tendo ainda a humanidade descoberto um meio de viajar à velocidade da luz, a viagem demoraria algumas décadas, o que faria do processo algo projetado à longo prazo, com os primeiros a embarcarem na nave e deixarem à Terra cientes de que jamais veriam o destino, devendo, durante a viagem, preparar as futuras gerações para que cumprissem os objetivos determinados para a missão. Apesar de um tanto lógicas, as ideias do doutor não foram levadas, oficialmente, à sério.

Mas, secretamente, o governo americano levou o projeto adiante, com a seguinte missão: uma viagem de cem anos até Próxima, um planeta que deverá ser o novo lar da raça humana. A nave, se chama “United States Orion Class Spaceship: Ascension”.

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A estrutura da nave é gigantesca, e tudo é pensado nos mínimos detalhes: existem um banco de sementes, criação de pequenos mamíferos, água, ar e outros elementos são reciclados, casamentos e reprodução são definidos por compatibilidade genética, e todos aparentemente trabalham de forma uniforme para que atinjam o objetivo, chegar até Próxima.

Mas em um projeto dessa magnitude é claro que existem percalços. A viagem da Ascension deve levar cem anos, ou seja, apenas a terceira geração deve chegar ao destino, e até lá deve ser preparada a contento. A série se passa em 2014, ou seja, 51 anos após o lançamento da nave. Nesse ponto, vozes insatisfeitas começam a ser ouvidas e pequenas sabotagens feitas visando que a missão seja abortada e a nave retorne à Terra – estão na metade do caminho, se seguirem muito adiante não poderão mais retornar pois não terão recursos suficientes para chegar à Terra, sendo a única alternativa seguirem adiante.

E fica a pergunta: se a missão é algo tão importante para o futuro da raça humana, como podem haver pessoas insatisfeitas? Ao longo da missão, a nave é contaminada com o que há de pior em nossa sociedade: preconceito, politicagem, egocentrismo. Moradores dos decks inferiores se ressentem de suas condições de vida com relação aos decks superiores, e mesmo que a estrutura social permita certa mobilidade – postos de extrema importância, como médicos ou oficiais de patente, são escolhidos entre os melhores visando o bem da missão e não apenas a posição social – isso não é o suficiente para acalmar os ânimos. E a nave ainda conta com um conselho para gerir o dia-a-dia, então negociatas e trocas de favores são constantes.

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As tensões pioram quando uma tripulante é morta, Lorelei, primeiro assassinato na nave em cinquenta e um anos, o que pode causar pânico na tripulação. O Capitão Denninger, então pede uma investigação, e a deixa a cargo de Aaron Gault, mas sem perceber o quão complicado isso pode ser: Gault é amante da irmã de Lorelei.

O problema é: eles não tiveram uma ocorrência desse porte em cinquenta anos. O que devem fazer? Eles não tem ideia de como proceder uma investigação. Aaron tem de recorrer à livraria, e a bibliotecária sugere que ele leia Agatha Christie, Chandler e outros escritores clássicos, além de de que assista a alguns filmes, para que aprenda com os detetives. Acho que isso mostra bem o quão desesperador é a situação a bordo da nave frente a um assassinato. Gault ainda tem de enfrentar a oposição de Duke, o chefe da segurança, que é quem deveria ficar responsável pela investigação, mas o capitão não o acha tão apto para isso, pois ele é cunhado da vítima. Sim, Gault tem um caso com a esposa de Duke…

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O episódio gira em torno das investigações e da tensão que vai sendo alimentada com o assassinato. Capturar o assassino é de vital importância para que o Capitão permaneça no posto, assim como a influência que sua esposa, Viondra, chefe das “comissárias de bordo”, tem nos mais altos escalões. Porém Gault duvida do suspeito óbvio, ele acha que há algo mais, e não fica satisfeito com o resultado que o Capitão considera desejável.

Gostei. A narrativa é competente, tem mais distrações do que seriam necessárias – e que me fazem questionar os mais de sessenta minutos de exibição – porém tudo fica bastante homogêneo no final. É importante, acredito, se colocar no lugar daquelas pessoas: elas estão no espaço há cinquenta anos, os mais novos nunca viram a Terra, e tudo o que possuem é uma missão, ser a esperança da raça humana em uma nova casa, Próxima. Não me estranha que os Deckers – moradores insatisfeitos dos níveis inferiores – se sintam descontentes. Qual futuro eles terão?

Mas o melhor vem no final. Selecione para ler.

SPOILER GIGANTESCO A PARTIR DAQUI >> A missão toda é uma farsa. Nos últimos minutos do episódio vemos Harris Enzmann, filho do Dr. Enzmann, cientista que idealizara o projeto, entrando em uma grande construção. Lá dentro, a nave, Ascension, está em solo terrestre. Tudo o que eles veem lá dentro, o espaço, as estrelas, eventos astrofísicos, são simulados. Eles nunca deixaram a Terra. << ATÉ AQUI.

Só um detalhe: Ascension teve seis episódios condensados em três de uma hora e meia de duração. Ainda não existem informações de renovação ou cancelamento, então, até o momento, ela é chamada de minissérie.

*** Com informações do “Nova Temporada

 

Ascension (Ascension – USA, Season 1: 2014) Criada por Philip Levens. Com Gil Bellows, Brian Van Holt, Brandon P Bell, Tricia Helfer. SyFy. Créditos completos aqui.

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7 comentários:

  1. ADOREI!!!!

    Muito legal esse novo post. Você sabe que eu não consigo assistir séries. A maioria eu desisto por falta de tempo para assistir. Mesmo assim amei!! Até o spoiler final. Perfeito pra mim, rsrs.

    Bjkssssss

    Lelê

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    1. Lelê, vou testar o formato, ver como as coisas fluem ;) Ah, esse spoiler foi dos grandes.

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  2. Me convenceu com a nave. MDS eu preciso assistir essa série. Eu tento não começar série novas porque eu já tenho muitas pra assistir que estou atrasada. Mas sério, eu adorei a premissa dessa, ainda mais porque envolve espaço naves e mundos diferentes.

    Vou procurar já.

    Beijos. Tudo Tem Refrão

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    Respostas
    1. Ágata, espero que goste, eu me tornei fã fácil ;)

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  3. Adorei a sua iniciativa de criar esta nova coluna para os amantes de séries.
    Infelizmente não costumo assistir, pois não consigo dar continuidade.
    Que curta bastante!
    Bejos

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