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8 de março de 2013

Pulp [Resenha #112]

PulpSinopse: Eis um Bukowski puro-sangue. Legítimo. Concluído alguns meses antes de sua morte, em março de 1994, aos 73 anos. Não há como sair incólume desta história. A saga de Nick Belane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de segunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles. Mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte. Como nos velhos livros policiais de papel vagabundo, subliteratura pura, a quem Charles Bukowski dedica solenemente Pulp. Ele desafia sua história com habilidade de mestre. Um Rabelais percorrendo o mundo noir? A divina sujeira? A maravilhosa sordidez? Um acerto de contas com a arte? Uma homenagem? Uma reflexão sobre o fim da vida? E tomara que a morte estivesse linda, gostosa e sexy – como está nesta história – quando encontrou o velho Buk poucos meses depois de ter posto o ponto final nesta pequena obra-prima.

Conheci o velho safado há alguns anos, quando li “Hollywood” e, imediatamente, me tornei fã. A escrita fluída, compulsiva, verdadeira e – em cada parágrafo – visceral me conquistaram. Tirar onda de si mesmo é uma arte, e Bukowski faz isso com seus personagens como ninguém. Eu sou suspeito para falar sobre ele.

Oscar