No último dia 18 este blog completou seis anos de existência.
Acho que já disse em algum momento que ele não foi o primeiro que criei, mas é o que mais tempo mantive ativo e, aqui sem medo de errar, aquele com o qual mais criei vínculos.
Quando você completa seis anos de blog, é inevitável pensar que tudo o que você faz é meio parecido com alguma das muitas ciosas que você já fez até então. Se não me perdi nas contas, publiquei por aqui duzentas e quarenta e três resenhas, então quem me garante que alguma coisa que disse sobre um livro não foi muito parecida com a que escrevi sobre aquele outro? Vocês sabem, volta e meia toca na nossa cabeça um alerta.
E é natural que as coisas acabem se esfriando. Antes eu tinha um ímpeto em criar gincanas, brincadeiras, promoções, roer as unhas à espera das divulgações de listas de parceiros, e se passava uma semana sem postar uma resenha entrava em prafuso – os mais antigos por aqui devem se lembrar dos tempos onde cheguei a publicar duas resenhas por semana!
Agora me sinto bem mais tranquilo com o que produzo no ritmo que o faço, em grande parte por me sentir realizado com tudo o que fiz por aqui: quando acabo de ler um livro sai resenha, se não termino, fazer o que? E se eu ler um livro e decidir que não quero falar dele em canto algum? Mas é claro que as pessoas que, de alguma forma, chegam até aqui, sentem esta falta e até mesmo podem entender como displicência, mas, acreditem, não é.
O que acontece, também, é que a gente vai chegando aos trinta e, de repente, começa a ter muita pressa de realizar algumas coisas. Prioridades, diriam.
Este blog não vai acabar tão cedo, só vai entrar em um ritmo mais lento. E se este não é o post de aniversário mais desanimado dos últimos seis anos eu me mudo pra Marte!