
No último 18 de fevereiro este blog completou quatro anos.
Ok. Vi isso no blog da Jaci, e me parece que a ideia surgiu lá no Facebook. O negócio é simples e, por mais que se assemelhe a uma corrente, esta é construtiva, então acho que vale a pena. Vejam abaixo como funciona.
Devia ter uns 13 anos quando comecei a anotar em um caderno as dedicatórias dos livros que lia. Tinha admiração por elas, pois, dado a dificuldade de se escrever – e publicar – um livro, imaginava que a pessoa a quem o autor dedica sua obra deveria ficar imensamente feliz com o fato.
Existem dedicatórias de todos os tipos, desde as mais diretas e românticas, como a de Ray Bradbury, que dedica sua obra prima, As Crônicas Marcianas, à sua esposa, Marguerite, com as seguintes palavras:
A ilustradora Jillian Tamaki confeccionou as capas de três grandes clássicos da Penguin somente com linha para bordar. A ideia surgiu depois de ela ter confeccionado a Monster Quilt, uma colcha repleta de criaturinhas bizarras. A partir de então, veio se dedicando ao projeto Penguin Threads Deluxe Classics, que reproduz, com linha de bordado, as capas de O Jardim Secreto, de Frances Hodgson Burnett, Emma, de Jane Austen e Beleza Negra, de Ana Sewell. O resultado, minucioso, é de se admirar.
Finalmente decidi criar um Tumblr para o blog, já tive vários, mas ainda não tinha tomado coragem de criar um exclusivamente para a temática do blog, onde pretendo postar imagens relacionadas à cultura do livro de forma geral.
Fique à vontade, siga-nos por lá também.
Ontem, durante um dos momentos nos quais uma nuvem negra paira sobre minha casa e derruba o sinal de internet, celular e afins, justo quando meu irmão, oito anos mais novo que eu, estava jogando não sei o que online e começa a reclamar de tudo e todos, eu, ingenuamente, disse:
Se uma idéia é genial, nada melhor que aprová-la a altura com este carimbo de “Curtir” no Facebook, criação do estúdio inglês de design Nation. O sucesso foi tamanho que os criadores criaram uma loja online para atender a demanda por pedidos.
Sem dúvida é um jeito bem estiloso de deixar clara sua opinião. Caso bata aquele arrependimento, é só fazer uso do “Dislike”. Sem ressentimentos. Ou não.
Ontem, terminei de ler O Laboratório dos Venenos, de Arkadi Vaksberg. Há tempos tinha esse livro na estante à espera de uma oportunidade para lê-lo, e, se soubesse de seu conteúdo o teria lido bem antes. No livro, Vaksberg fala da indústria do assassinato que operou na Rússia para “manter a ordem” do país,desde os tempos de Lênin, e que, segundo o autor, atua até hoje. Para os fãs da literatura russa, é uma obra essencial para se entender como e porquê pessoas como Trótski foram mortas, e, principalmente, para tomar ciência de como eram as coisas do lado de lá da cortina de ferro.