25 de maio de 2015

Reboot – Reboot #1, de Amy Tintera [Resenha #219]

Reboot


Sinopse: Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.


Reboot caiu nas minhas mãos por acaso, mas veio com uma boa indicação e a promessa de ser apenas uma duologia e uma boa estreia da autora, Amy Tintera, no gênero. Resolvi ler, mas o começo foi um tanto complicado.

Quase desisti da leitura nas primeiras cinquenta páginas: a autora havia introduzido conceitos demais, dado informações que me deixava interessado e curioso mas não desenvolvia o tema, cortando o que dizia e inserindo um novo assunto. Assim, ela despertou minha curiosidade em saber quem eram os “reboots”, o que eles faziam, como morreram, por que aprisionavam humanos, e, isto é uma distopia?, mas me deixava sempre em suspenso.

Acho que a intenção era instigar o leitor, apresentando uma pequena amostra de tudo o que mostraria no livro, mas em mim teve um efeito contrário, pois, ao mostrar tanto sem dar detalhes sobre, me deixou um tanto desconfiado e desmotivado para continuar.

Mas continuei, e aí a autora me agradou.

No livro, uma epidemia dizimou grande parte da população, e o pior era que as vítimas desses vírus voltavam à vida – o que num primeiro momento foi visto como uma benção, uma segunda chance para aqueles que morreram, mas logo se percebeu que eles não eram os mesmos de antes – mais fortes, rápidos, e sem muitas lembranças humanas. São os chamados “reboot”, uma raça inteiramente nova.

Claro que a população se apavorou: o que fazer contra uma legião inteira de renascidos que podiam subjulgá-los facilmente se nada fosse feito rapidamente? Há uma guerra, os humanos vencem o reboots, e uma instituição é criada não só para mantê-los sob controle, mas também para reestruturar uma sociedade destruída e segregada entre ricos e pobres – os mais afetados pela epidemia – a CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano.

Então, sim, isto é uma distopia. Uma das questões foi respondida.

Faltava ainda entender a atuação da CRAH e seu exército de reboots, porque prendiam humanos, e nas razões pelas quais os reboots não se revoltava, e assumiam o controle de tudo.

No livro conhecemos Wren 178, uma garota que havia reiniciado há cinco anos, e que era temida por todos com a simples menção de seu número: 178. Todo este terror se explica por os renascidos receberem, quando acordam após a morte, um número que indica quantos minutos levaram para “reiniciar”. Quanto menor este número, mas resquícios de humanidade persistiam no reboot, assim, quanto maior, mais implacáveis e reboots eles eram.

Wren é a que tem o número mais alto, assim como a melhor treinadora de reboots e a mais eficaz agente da CRAH. Ela se sente bem com o que faz, com a adrenalina das perseguições, do quanto os humanos pateticamente choram pedindo clemência ou param na esperança de conseguirem enfrentá-la em uma luta mano-a-mano.

Tudo corre perfeitamente bem até que uma nova leva de recrutas chega á CRAH, e nela está Callum 22. Seu número logo chama a atenção, é um dos mais baixos desde a epidemia, e todos sabem que ele não tem chances nenhuma em campo, nas missões das quais os reboots participam.

O que acontece é que, tendo ficado morto por apenas vinte e doi minutos antes de reiniciar, Calluam manteve muito da essência humana, ele tem um sorriso que não sai dos lábios, não entende o funcionamento ao qual os outros reiniciados se sujeitam, e incomoda especialmente Wren.

Agora, sério, Callum é muito chato, inconveniente, não sabe se comportar e mexe com Wren de diversas formas que contradiz todo o discurso da autora sobre o tempo que os reboots levam para reiniciar e a forma como acordam depois disso. Ok, ela se sente confusa com relação à ele, pelo comportamento dele, e decide treiná-lo, pode até ter algo mais se insinuando; e essa mudança de posicionamento dela é visto com ressalvas até mesmo pelos outros reboots.

No decorrer do livro vamos entendendo melhor a atuação da CRAH, o papel do reboots na sociedade e alguns acontecimentos movimentam bastante a narrativa: existem reboots insatisfeitos – ponto positivo pra autora a criação de uma atmosfera onde os humanos, temerosos de toda a superioridade dos reboots, agem com um misto de medo e violência para com eles – e é a partir daí que o livro cresce e se mostra efetivamente. Ainda com deslizes, mas muito melhor que no começo.

 

Reboot – Reboot #1, de Amy Tintera (Reboot 2013 – Tradução de Fabiana Colasanti, 2015 ) – 352 páginas, ISBN 9788501401090, Galera Record.

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desafio2015

Minha leitura de Reboot fez parte da minha participação no “Desafo de E-Books 2015”, criado pela Sora Seishin, do Meu Jardim de Livros. Saiba mais aqui.

3 comentários:

  1. Medo desse livro. Juro que tô com medinho de não curtir.

    Eu gosto de distopias, mas sei lá... Enfim, adorei a resenha, acho que vou ler só por causa da sua resenha. Mesmo com os pontos negativos e a chatice do moço, rsrs.

    Quando eu ler eu te conto.

    Bjkssssss

    Lelê - http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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  2. A proposta do livro me pareceu meio confusa e desconexa, talvez eu precisasse de uma leitura bem concentrada para conseguir formar uma opinião. A ideia é interessante, mas muito ousada, exige uma boa lapidada e experiência do autor conta muito nessas horas.

    Abraços!

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