Há muitos anos não lia Júlio Verne. O último foi Os Conquistadores, um livro que em quase nada me lembrou os bons momentos deste grande mestre, e que, momentaneamente, guiou meus interesses para outro rumo, sem, no entanto, me fazer esquecer das grandes aventuras narradas em O Raio Verde, Cinco Semanas num Balão, Tio Robinson e Viagem ao Centro da Terra. Assim que, em minha última visita à biblioteca municipal, resolvi procurar por algum livro do grande autor francês que ainda permanecia inédito para mim, e me deparei com Da Terra à Lua.
No livro, os nobres membros do Clube do Canhão sentem-se entediados com a calmaria de um mundo sem guerras, então, para dar uma pitada a mais de emoção em suas vidas decidem atirar um projétil contra a Lua, fato impensável na época. A idéia conquista mais entusiastas que detratores, ainda mais quando um aventureiro francês se apresenta oferecendo-se para “embarcar” no projétil, sendo o primeiro homem a pisar na Lua. A ideia, por mais ridícula que possa parecer – e nos dias de hoje é, mas falo disso logo mais – acaba aceita, devendo partir junto com Michel Ardan – o tal francês – Impey Barbicane, presidente do Clube do Canhão, e seu maior rival, o Capitão Nicholl, convidado para o empreendimento por duvidar ferozmente do mesmo.