– Robert Crais, em “Réquiem em Los Angeles”.
– Robert Crais, em “Réquiem em Los Angeles”.

“Para Frank, Toni, Gina, Chris e Norma; e para Jack Hughes, que enriqueceu nossas vidas. Pelos vinte anos de amizade e alegria, por mais sem graça que possam ter sido”.
- Robert Crais, em “Refém”.
Mais um Listas Rápidas, acho que a maioria de vocês já sabem como funciona: definimos um tema e listamos as primeiras coisas que vierem a cabeça, sem que tenhamos que ficar obcecados com ordem, mérito ou justiça. Simples assim.
Essa semana o tema é “Autores na Geladeira”. Interpretem da maneira que acharem melhor, rs.
Todos sabem que listas: 1- dão trabalho; 2 – na maioria das vezes, são injustas.
Dia desses estava me lembrando de uma lista que publiquei no blog sobre meus cem desenhos animados preferidos de todos os tempos, e o quanto de trabalho ela me deu, e nem precisava ir tão longe. Já estamos na metade do segundo semestre e logo terei de formular duas listas, uma com as melhores leituras deste semestre e, a mais importante, com as dez melhores do ano.
As listas não poderiam ser mais rápidas? E sem culpa?

Vi esta lista no Distopicamente, da Isabel e decidi responder. Gosto muito de listas, elas dão trabalho para formatar, e, terminadas, não nos satisfazem por completo, sempre alguém ou algo importante fica de fora. Para listar apenas dez autores de quem leria qualquer coisa, tive os mesmos problemas de sempre e, para não me comprometer com uma missão quase impossível, optei por ordená-los alfabeticamente. É melhor assim. São eles:
Tenho muitos memes atrasados para responder, então vamos por partes e, com calma, consigo deixar tudo em dia até o fim do ano. O de hoje recebi da Monique Químbeli, do blog “Sete Vidas”.
Regras obrigatórias: indicar dez blogs (é expressamente proibido oferecer o Laço "a quem quiser pegar" sem indicar os blogs primeiro), avisar aos blogueiros em questão, colocar a imagem no seu blog para apoiar a campanha e responder à pergunta:
Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?
Não é uma pergunta tão simples, pois quando o fazemos somos levados a considerar – e mesmo que inconscientemente – nossos gostos pessoais, que podem não casar com o da pessoa a quem estamos indicando.
Quando ainda na escola, indiquei Agatha Chrstie para uma porção de amigos, mas apenas um deles foi até o fim e disse ter gostado – e outro abandonou no meio do caminho, mas ficou curioso para saber o final, que não contei. Às vezes dá saudades do tempo em que as respostas estavam bem mais longe que um clique no Google.
Este meme foi criado – e me indicado – pela Lu Tazinazzo, do Aceita um Leite?, e é diferente da maioria dos memes, onde o blogueiro geralmente diz algo sobre si por, como ela mesma explica, neste post, “não é você quem vai responder! Quer dizer, é você, mas você vai assumir o lugar de um personagem de livro ou filme que você goste, admire, não goste, ache interessante, e responder as perguntas imaginando o que esse personagem diria.”
De cara, me veio a imagem de Elvis Cole, o detetive com nome de rei que se autodeclara o melhor do mundo. Já falei dele aqui no blog algumas – muitas – vezes, assim como me lamentei por seu criador, Robert Crais, não ter por aqui o mesmo espaço que, por exemplo, Harlan Coben ou Robert Patterson – estes dois vendem bem, Crais cria obras de arte que também vendem, mas não tanto quanto. É a velha relação entre o bom e o mais vendido.
Já fazia um tempo que queria mostrar alguns desses livros – dois deles chegaram a mais de duas semanas – mas preferi esperar até que todas as minhas solicitações no Livra Livro fossem entregues. E vou falar: que sacrifício! Se você gosta do Paulo Coelho e quer desesperadamente algum livro dele, lá é o lugar, são centenas de exemplares do escritor à disposição. Caso contrário, é muito difícil gastar seus pontinhos encontrando algum título que realmente lhe interessa, ainda mais se você for ansioso como eu.
O Blogger! Não o troco por nada – apesar de andar namorando o Posterous, me agrada a forma como é fácil pulicar por e-mail lá, enfim – mas às vezes ele dá cada mancada que vou lhes contar. Não é a primeira vez que ele “se esquece” de publicar um post programado, então vai no manual mesmo.
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Já disse algumas vezes que admiro muito Elvis Cole, que se refere a si mesmo como o melhor detetive do mundo. Se pudesse trocar de lugar com alguém do mundo dos livros com certeza seria com ele. Não por ele ser convencido, mas sim por conseguir, como poucos personagens, ver o mundo com um olhar tão sóbrio e ao mesmo tempo poético. Cole merece um post especial, só para ele.
Vi esse meme no A Magia Real, um excelente blog sobre livros mantido pela Elisandra, que também é a idealizadora do Desafio 50 livros em 2011! Eu vou ler! que conheci através do Google News a pouquíssimo tempo, mas que já é um dos meus blogs favoritos. A ideia é simples: responder as perguntas abaixo sobre hábitos relacionados a esse companheiro tão fiel: o livro.
Requiém em Los Angeles, de Robert Crais, foi mais um livro que sofreu devido à elaboração de meu TCC no segundo semestre do ano passado, porém, ao contrário dos demais, não interrompi por completo sua leitura, sempre que podia dava uma olhada em suas páginas. Ao terminá-lo me arrependi de ter sido assim. A obra de Crais foi feita para se ler por inteiro, com seus personagens tão bem delineados, como Joe Pike, um grandalhão tatuado, calado e dono de um par de olhos azuis que falam por si, mas que sempre esconde atrás de óculos escuros, e Elvis Cole, um detetive à moda antiga, honesto, direto, e com um fraco por mulheres em apuros.