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24 de março de 2014

Quando Tudo Volta, de John Corey Whaley [Resenha #164]

Quando Tudo Volta - Texto


Sinopse: Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.


Comecei a ler “Quando Tudo Volta” da maneira como todos os  livros deveriam ser lidos: sem expectativas. Isso é um ponto positivo de não se ler sinopses e se viver numa bolha onde notícias sobre o que está fazendo sucesso e causando burburinho lá fora não entram. Eu não sabia o que esperar dele, e terminei com um dos livros mais inteligentes que jamais li.

3 de março de 2014

Brooklyn, de Colm Tóibín [Resenha #161]

Brooklyn - Texto


Sinopse

: No início dos anos 1950, a Irlanda não oferece futuro para jovens como Eilis Lacey. Sem encontrar emprego, ela vive na pequena Enniscorthy com a mãe viúva e a irmã Rose. Mas eis que o padre Flood lhe faz uma oferta de trabalho e moradia no Brooklyn, Estados Unidos. De início apavorada com a ideia de sair do ninho familiar, ela acaba partindo rumo à América. Triste e solitária em seu novo mundo, a tímida Eilis acaba por estabelecer uma rotina de trabalho diurno e estudo noturno na faculdade de contabilidade. No baile semanal da paróquia, conhece um jovem de origem italiana que aos poucos entra em sua vida. Mas quando começa a se sentir mais livre e segura, Eilis é obrigada a voltar, por algumas semanas, para Enniscorthy. E ali ela se vê, mais uma vez, diante de uma escolha que poderá modificar sua vida.

Brooklyn foi uma grata surpresa. Não conhecia o autor irlandês Colm Tóibín e hoje me pergunto as razões disso... O que importa é que Brooklyn me trouxe uma boa experiência, que espero conseguir recontar nesta resenha.

17 de fevereiro de 2014

Misto-Quente, de Charles Bukowski [Resenha #160]

MistoQuente - Texto


Sinopse:  O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994).

Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.


Pecando pela generalização, ouso dizer que todo leitor deveria ter um Bukowski na estante. E, caso pudesse ter apenas um dele, que fosse o “Misto-Quente”. Já gostava muito do autor em “Hollywood”, primeiro livro dele que li, e “Pulp”, mas aqui ele atinge um outro patamar.

10 de fevereiro de 2014

Eco – The Soul Seekers – Livro 02, de Alyson Nöel [Resenha #159]

Eco - Texto


Sinopse: Daire Santos acabou de salvar a vida de sua avó — e sua alma. Mas há um custo. Os Richters, uma família sombria de feiticeiros, estão a solta em Lowerworld, e Daire e seu namorado, Dace, devem voltar a trabalhar juntos para encontrá-los antes que ele perturbem o equilíbrio entre o bem e o mal, e destrua não só a pequena cidade no Novo México, mas também o mundo inteiro. E enquanto o relacionamento entre Daire e Dace se aprofunda, o maligno irmão de Dace, Cade, cresce mais forte do que nunca, aumentando seu poder e forçando Daire a enfrentar a terrível profecia que juntou-os. Uma profecia que não deixará a Daire outra escolha se não a de reivindicar seu verdadeiro destino como Seeker, mas somente se ela fizer um sacrifício maior para o bem de todos.


Sonhos foi minha primeira experiência lendo Alyson Nöel, e gostei bastante: ela nos entregava uma protagonista simpática, Daire, uma adolescente pertencente a uma linhagem muito antiga de Soul Seekers, os buscadores, pessoas com um dom especial de se conectar com a natureza e, assim, poder manter seu equilíbrio; uma mitologia predominantemente latina, uma paisagem árida e um clima de desolação que casou com a temática do livro: xamãs, espíritos guias, mundos paralelos, e, claro, um mal em particular para ser derrotado.

3 de dezembro de 2012

Sonhos – The Soul Seekers – Livro 1 [Resenha #088]

Sonhos - Texto


Sinopse: Daire Santos é uma adolescente de 16 anos, filha de uma maquiadora de Hollywood, que namora estrelas de cinema e viaja com a mãe por todo o mundo. Até que coisas estranhas começam a acontecer com ela: visões com corvos e pessoas brilhantes, o tempo que para de andar, sonhos com um belo menino de olhos azuis-gelo.

Os médicos acham que se trata de um caso psiquiátrico. Sua avó, curandeira respeitada na pequena cidade de Encantamento, Novo México, afirma que pode curá-la com suas ervas e poções. Sem alternativa, Daire vai para uma cidade perdida no meio do nada, longe da mãe, e com a avó que até então não conhecia.

O que parecia ser o fim, no entanto, revela-se o início de uma grande aventura: guiada pela avó, Daire descobre ser uma Buscadora de Almas, descendente de uma linhagem poderosa que, através dos tempos, vem garantindo o equilíbrio entre o bem e o mal tanto no nosso mundo quanto em outros mundos e outras dimensões.


Por mais que a curiosidade tenha se insinuado, mesmo que de forma um tanto sutil, não consegui acompanhar a série Imortais, da autora amplamente alardeada como best seller Alyson Noël. Pelas resenhas que li, as reações iam do tradicional amor ao ódio, o que só fazia aumentar minha curiosidade. Agora, tenho a oportunidade de a ler em sua nova série, The Soul Seekers, e trago esta resenha no dia de seu aniversário ;)

Oscar