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20 de abril de 2015

A Escolha – The Selection Livro 3, de Kiera Cass [Resenha #214]

A Escolha


Sinopse: A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante ... Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois que a última página for virada.


Este era para ser o desfecho de uma série… mas não é!

17 de dezembro de 2014

Os Melhores Livros do Segundo Semestre de 2014

Os Melhores Segundo Semestre 2014

Na segunda-feira publiquei a última resenha do ano aqui no blog, do excelente “Na Linha de Frente”, do Lawrence Block. Sendo assim, senti que já era tempo de publicar minha lista com as melhores leituras do segundo semestre – e também por achar mito difícil que consiga ler algo mais este ano: minha casa está em reformas, a chuva não colabora e devo ficar atarefado até os quarenta e cinco do segundo tempo.

O segundo semestre foi um tanto mais corrido que o primeiro, li bons livros mas as coisas não renderam tanto quanto eu gostaria, preciso me organizar em alguns aspectos para que consiga produzir mais – sem perder qualidade ou fazer tudo parecer uma obrigação – mas já tenho algumas ideias interessantes para o blog.

3 de março de 2014

Brooklyn, de Colm Tóibín [Resenha #161]

Brooklyn - Texto


Sinopse

: No início dos anos 1950, a Irlanda não oferece futuro para jovens como Eilis Lacey. Sem encontrar emprego, ela vive na pequena Enniscorthy com a mãe viúva e a irmã Rose. Mas eis que o padre Flood lhe faz uma oferta de trabalho e moradia no Brooklyn, Estados Unidos. De início apavorada com a ideia de sair do ninho familiar, ela acaba partindo rumo à América. Triste e solitária em seu novo mundo, a tímida Eilis acaba por estabelecer uma rotina de trabalho diurno e estudo noturno na faculdade de contabilidade. No baile semanal da paróquia, conhece um jovem de origem italiana que aos poucos entra em sua vida. Mas quando começa a se sentir mais livre e segura, Eilis é obrigada a voltar, por algumas semanas, para Enniscorthy. E ali ela se vê, mais uma vez, diante de uma escolha que poderá modificar sua vida.

Brooklyn foi uma grata surpresa. Não conhecia o autor irlandês Colm Tóibín e hoje me pergunto as razões disso... O que importa é que Brooklyn me trouxe uma boa experiência, que espero conseguir recontar nesta resenha.

16 de dezembro de 2013

Top 10 Livros do Segundo Semestre de 2013

TOP10 20132

Fim do ano chegando, tempo de compilar listas dos melhores – eu gosto, muito, de listas, e muito da minha organização no dia-a-dia depende delas. Para não fugir à regra que iniciei este ano, trago agora a lista de minhas dez melhores leituras do segundo semestre, que vem complementar lista semelhante com os melhores do primeiro semestre – e que foi, segundo o Analytics, o post mais lido do blog este ano, obrigado a todos os que leram! – e que de certa forma servirá como base para a elaboração da lista dos melhores do ano, que será publicada na primeira semana de janeiro.

Fica então combinado o seguinte: levarei em consideração minhas leituras de julho até quinze de dezembro, o que englobará o livro “Almanova”, cuja resenha sai ainda esta semana.

Em ordem alfabética, minhas dez melhores leituras do segundo semestre foram:

19 de agosto de 2013

Cadê Você Bernadette?, de Maria Semple [Resenha #140]

Cade Você BernadetteSinopse: Bernadette Fox é notável. Aos olhos de seu marido, guru tecnológico da Microsoft e rock star do mundo nerd, ela se torna mais maníaca a cada dia; para as demais mães da Galer Street, escola liberal frequentada pela elite de Seattle, ela só causa desgosto; os especialistas em design ainda a consideram uma gênia da arquitetura sustentável, e Bee, sua filha de quinze anos, acha que tem a melhor mãe do mundo. Até que Bernadette desaparece do mapa. Tudo começa quando Bee mostra seu boletim (impecável) e reivindica a prometida recompensa: uma viagem de família à Antártida. Mas Bernadette tem tal ojeriza a Seattle - e às pessoas em geral - que evita ao máximo sair de casa, e contratou uma assistente virtual na Índia para realizar suas tarefas mais básicas. Uma viagem ao extremo sul do planeta é uma perspectiva um tanto problemática. Para encontrar sua mãe, Bee compila e-mails, documentos oficiais e correspondências secretas, buscando entender quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem e o motivo de seu desaparecimento. Maria Semple revela, em seu segundo romance, a influência de grandes escritores contemporâneos como Jonathan Franzen e Jeffrey Eugenides, ao mesmo tempo que se afirma como uma voz original, marcada pelo melhor humor das séries de TV norte-americanas. Sem sentimentalismos, mas com muita empatia, Cadê você, Bernadette? trata do amor incondicional de uma filha por sua mãe imperfeita.

Ok. Acho que nunca tive em mãos um livro tão bem amarrado, que prendesse tanto minha atenção como “Cadê Você Bernadette?”. Li o livro em dois dias isso por ter me forçado a interromper a leitura, já que ele é daquele tipo de livro que você lamenta por saber que, uma hora, vai terminar de ler.

15 de julho de 2013

O Homem do Engano, de Chris Morgan Jones [Resenha #136]

O Homem do Engano

 

 

 

 

Sinopse: Pouco tempo depois do colapso da União Soviética, dois jovens ocidentais se mudam para Moscou, atraídos pelas oportunidades profissionais que se abrem com a perspectiva de redemocratização do país. Um deles é jornalista e logo se desilude ao observar, no dia a dia da nação formada a partir dos escombros do regime comunista, um vaivém de expectativas e frustrações que parece não ter fim. O outro, um advogado medíocre, deixa-se seduzir pela opulência em que vivem alguns dos antigos membros da nomenclatura soviética e põe-se a serviço de um deles, emprestando seu nome para camuflar um esquema de corrupção que está por trás do maior conglomerado privado do setor petrolífero russo.

A Rússia é um país fascinante. Mesmo hoje, quando faz de tudo para se distanciar da imagem de país fechado e misterioso que possuía desde os tempos dos czares, e até os anos de socialismo, há muito o que se pensar sobre ela – a pátria – e seu povo orgulhoso de suas origens. No mundo empresarial, despertam a curiosidade de investidores de todos os cantos do planeta as fortunas surgidas nas últimas décadas, os bilionários barões do petróleo, e o sentimento persistente de que tudo é diferente e segue sua própria lógica naquele país.

1 de julho de 2013

A Queda dos Reinos, de Morgan Rhodes [Resenha #134]

A Quedas dos Reinos

 

 

Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado.

Em A queda dos reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista dos quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série.

Fantasia é um gênero que me prende com uma certa facilidade: construam uma terra fantástica, coloquem nela reinos vizinhos com características distintas e uma história passada de glória ou terror que se contraponha com a atual, agreguem mais um bocado de lendas e terão em mim um leitor atento. Mas, justamente por isso, com o tempo fiquei exigente, não é mais qualquer coisa que me conquista por completo, e não adianta tentar forçar uma história profunda com elementos políticos, e etc., se não a desenvolvê-la bem, bom, não dará liga.

28 de junho de 2013

Correio #19

2013-06-25 16.32.33

Fazem três meses que ando em falta e não mostro por aqui o que tenho recebido/comprado, tenho que encontrar uma forma de me organizar melhor quanto à isso, mas esta é uma promessa antiga já. Como não faz sentido mostrar o que ficou lá pra trás, venho trazer as últimas novidades que vieram somar à minha já enorme fila de leitura, frutos de uma descontrolada básica durante minhas férias, mas queria muito lê-los já há um bom tempo, então valeu a pena.

9 de maio de 2013

Promoção “A Arte de Ouvir o Coração” {+Resultado}

Arte

Tenho certeza de que “A Arte de Ouvir o Coração”, do escritor alemão Jan-Philipp Sendker, vai terminar o ano como uma de minhas melhores leituras. Foi um livro que me conquistou aos poucos, e que, ao terminar, já havia me ganhado por completo. Fico muito feliz por poder trazer um exemplar do livro para ser sorteado, cortesia da Editora Paralela.

Clique em "Mais informações" para saber como participar.

6 de maio de 2013

A Arte de Ouvir o Coração [Resenha #126]

A Arte de Ouvir o CoraçãoSinopse: O alemão Jan-Philipp Sendker conseguiu um grande feito: com uma história de amor forte e emocionante, mas totalmente diferente das tradicionais, conquistou milhões de leitores por todo o mundo. Só na Alemanha, já são quinhentos mil exemplares vendidos. Este livro conta a história de um bem-sucedido advogado de Nova York que desaparece de repente sem deixar vestígios, o que motiva Julia, sua filha, a ir atrás da única pista que tem - uma carta de amor de seu pai para uma mulher da Birmânia. Mas tudo isso é só uma introdução para a grande história que o leitor, acompanhando Julia, vai conhecer a partir daí. Um velho de Kalaw começa, então, a falar sobre a infância de seu pai, um período difícil para o pequeno Tin Win devido à crença de sua mãe que dizia que o menino havia nascido em um péssimo dia. Quando chega aos 10 anos, e parece já ter passado por muitos momentos ruins, ele fica cego. Mas diferente da forma que geralmente encaramos as coisas, isso não parece o fim do mundo para Tin Win. Não há tristeza ou desespero, mas sim um novo desafio que o leva a desenvolver a arte de identificar uma pessoa pelo som do coração batendo. E é assim que ele conhece o amor de sua vida, Mi Mi. Uma garota que aos poucos vamos descobrindo que também teria motivos de sobra para desistir da vida, mas que simplesmente vive como se ela fosse um grande milagre. A história segue de forma tão impressionante que as deficiências de Tin Win e de Mi Mi se tornam um simples detalhe.

A Arte de Ouvir o Coração” é um livro que já impressiona pelo projeto gráfico da capa*. Não há como deixá-lo passar despercebido: diversos insetos tomam conta da capa que, em mãos, ainda nos surpreende por serem estes insetos, na metade de baixo, em verniz, e na superior em alto relevo. Gostei muito, acho que é uma das mais belas capas que já vi, mas ela casa com o título do livro? Sim, faz todo o sentido.

3 de maio de 2013

O Cavaleiro Fantasma [Resenha #125]

O Cavaleiro FantasmaSinopse: Jon Withcroft não estava nada feliz. E quem gostaria de ser mandado para um internato bem quando a mãe tinha arranjado um namorado novo? Pois, quando chegou em Salisbury, o garoto só pensava nos acidentes que o Barba (apelido “carinhoso” pelo qual Jon se refere ao seu grande rival) poderia estar sofrendo e no que seria escrito na lápide dele caso algum escorregão fosse fatal.

Até que... na sexta noite em Salisbury, Jon descobre um novo motivo para querer voltar correndo para casa: ele passa a ser perseguido por um bando de fantasmas, que desejava nada mais nada menos que a sua morte.

Mas em vez de pedir ajuda para a mãe, Jon recorre a um outro protetor: sir William Longspee, um cavaleiro fantasma que está enterrado na catedral da cidade e que jurou, antes de ser assassinado, estar sempre ao lado dos fracos e inocentes. Ao lado de Jon e de sua amiga Ella, sir William percorre cemitérios e duela contra zumbis, lutando não só para ajudar as crianças como também para cumprir seu próprio destino. Mas, para saber qual seria esse grande mistério que ronda nosso nobre cavaleiro fantasma, só lendo a história toda.

Minha primeira experiência lendo um livro da autora Cornelia Funke, “O Cavaleiro Fantasma” traz um garoto, Jon, contando como foram suas aventuras quando foi mandado para um internato pela mãe, para que – ele suspeitava – ela pudesse ter uma nova chance de amar alguém, mesmo que esse alguém fosse um dentista – profissão mais odiada por dez em cada dez crianças; dono de uma barba estranha, sendo então, justamente apelidado por ele como o “Barba” – evitando seu novo namorado de ter de aturar todas as artimanhas de seu filho para fazer naufragar o relacionamento.

18 de abril de 2013

A Elite – The Selection Livro 2, de Kiera Cass [Resenha #122]

A Elite


Sinopse: A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.

America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.


Depois de ter ficado satisfeito com os rumos que a autora, Kiera Cass, deu para “A Seleção”, comecei a leitura de “O Príncipe”, conto disponibilizado pela Seguinte onde conhecemos o que Maxon, o Príncipe, pensa a respeito da seleção, e terminei a leitura tirando duas conclusões:

11 de abril de 2013

A Seleção – The Selection Livro 1, de Kiera Cass [Resenha #120]

A Seleção


Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.

Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.


Li em alguns blogs que “A Seleção”, primeiro volume da série “The Selection” se tratava de uma distopia, outros de um romance e, ainda, havia quem defendia que se tratava de uma mescla de ambos. Faço parte do último time: o livro trás elementos pontuais que remetem à uma distopia, mas apresenta uma “quantidade” tão grande de romance que ambos os gêneros chegam a se chocar no momento de uma conceituação. Mas isto importa? Não!

16 de março de 2013

Wishlist #19

Wishlist 19

Uma boa notícia para abril? Tahereh Mafi está de volta, Lisa Gardner também. Ambas me surpreenderam por apresentarem personagens marcantes – a mocinha que sente o mundo, Juliette, e a Detetive na seca há muito tempo, DD Warren, respectivamente – então estou contando os dias para que março acabe de uma vez, já que a minha expectativa para estes títulos estão tão altas que já ultrapassaram e muito a estratosfera. Para completar, um livro interessantíssimo da Paralela – como sempre os selos da Companhia das Letras nos dando aquela chacoalhada – um suspense de uma autora estreante que vem sendo muito elogiado e que chega aqui pela LeYa, e mais um lançamento da Valentina, que já estou lendo e impressiona pelo cuidado da editora com a edição.

Abaixo, leia as sinopses.

11 de março de 2013

A Menina que Fazia Nevar [Resenha #113]

A Menina que Fazia NevarSinopse: Todos os dias se parecem na vida que Judith McPherson leva ao lado do pai. Eles têm uma rotina simples e reclusa, numa casa repleta de lembranças da mãe que ela nunca conheceu, e as únicas pessoas com quem convivem são os fiéis da igreja cristã a que pertencem. Judith não tem amigos na escola, onde é alvo de gozações, e para encontrar consolo se refugia no mundo de sucata que construiu em seu quarto. Lá, cada dia é um dia, e a vida pode ser incrivelmente feliz graças a sua imaginação. Basta acreditar que a Terra Gloriosa, como ela chama sua maquete, é realmente o paraíso prometido onde um dia vai viver ao lado da mãe. Aos dez anos, Judith vê o mundo com os olhos da fé, e onde os outros veem mero lixo, ela identifica sinais divinos e uma possibilidade de criar. Assim, constrói bonecos de pano e inventa para eles histórias felizes na Terra Gloriosa. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete. Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre, é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas. Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade. Afinal, seria certo usar a Terra Gloriosa para se vingar de Neil Lewis, o colega que a maltrata todos os dias na escola?

Meu primeiro pensamento a respeito de “A Menina que fazia Nevar” foi de que se tratava de um livro de fantasia, do tipo com seres mitológicos, um mundo mágico, e algo muito importante a se salvar. Não o é, ao mesmo tempo em que não deixa de ser. Contraditório? Pode acreditar que sim.

6 de março de 2013

10 Autores de quem eu leria qualquer coisa

autores

Vi esta lista no Distopicamente, da Isabel e decidi responder. Gosto muito de listas, elas dão trabalho para formatar, e, terminadas, não nos satisfazem por completo, sempre alguém ou algo importante fica de fora. Para listar apenas dez autores de quem leria qualquer coisa, tive os mesmos problemas de sempre e, para não me comprometer com uma missão quase impossível, optei por ordená-los alfabeticamente. É melhor assim. São eles:

1 de março de 2013

Correio #17

2013-02-27 17.16.03

Já é março e este é o primeiro #correio do ano. As coisas estavam meio estranhas e corridas então não tive tempo de pensar em postar nada com a tag. Pena, mas ao menos deve render um post especial sobre hq’s nas próximas semanas: uma vez que não consigo resenhas as danadas, vou falar por alto sobre elas.

Mas voltando ao post, o que recebi em Fevereiro foi o seguinte:

4 de fevereiro de 2013

HHhH [Resenha #105]

HHhHSinopse: Himmlers Hirn heiBt Heydrich: O cérebro de Himmler se chama Heydrich. A sentença corrente entre os membros da SS permite vislumbrar os horrores vividos pela extinta Tchecoslováquia durante a ocupação nazista, quando o implacável chefe da Gestapo, Reinhard Heydrich, foi nomeado pelo Führer o "protetor" da Boêmia-Morávia, território incorporado ao III Reich durante a Segunda Guerra Mundial. Heydrich logo se tornou um misto de vice-rei e ditador, com absoluto poder de vida e de morte sobre os tchecos. Prisões em massa, torturas e execuções sumárias passaram a integrar o cotidiano dos habitantes da capital, que apelidaram seu novo senhor de "o carrasco de Praga". Esse é o cenário que serve de pano de fundo para que Laurent Binet, um apaixonado por Praga e pela história da resistência antinazista, escreva o eletrizante romance HHhH, em que ficção e realidade se confundem, colocando em evidência a natureza fugidia e multifacetada da verdade histórica. Até 1941, Jan Kubis e Jozef Gabcík não passavam de obscuros sargentos do Exército tchecoslovaco. No entanto, na primavera daquele ano - que marcaria o auge da expansão do império hitlerista -, o governo tchecoslovaco no exílio decide partir para o contra-ataque. As brutalidades cometidas contra a população tcheca seriam vingadas numa ação espetacular, cujo alvo era Reinhard Heydrich. Após uma rigorosa triagem, Gabcík e Kubis são os militares incumbidos dessa missão heroica, na prática uma empreitada suicida.

Tanto por sua dimensão quanto pelos horrores nela praticados, a Segunda Guerra Mundial rendeu diversos livros. É uma forma, muitos dizem, de se enaltecer os heróis que nela lutaram e, ao mesmo tempo – e talvez ponto mais importante – não se esquecer. Ninguém sai ganhando se uma grande tragédia é esquecida.

3 de fevereiro de 2013

Promoção “Barba Ensopada de Sangue” + Resultado

Promo Barba3

Barba Ensopada de Sangue” foi um livro do qual gostei tanto que estou muito feliz em poder fazer esta promoção. Escrito por Daniel Galera, o livro trás a improvável história de um pai que chama o filho para lhe comunicar que vai se matar. Os acontecimentos que se desdobram desta reuniao são impensáveis, e sua grandiosidade consiste em, no fundo, serem tão comuns a muitos de nós. Um dos melhores livros que já li.

A Companhia das Letras cedeu um livro para sorteio. Clique em "Mais informações" para saber como participar da promoção.

23 de janeiro de 2013

Wishlist #17

Wishlist

Faz tempo que não publico uma wishlist Pensei em fazer uma especial para o fim do ano passado, mas acabei deixando pra depois e, quando vi, era tarde demais. Mas, o que importa, é que o primeiro semestre do ano vem recheado de bons lançamentos, que devem nos manter ocupados por um bom tempo.

Oscar