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16 de novembro de 2015

A Menina da Neve, de Eowyn Ivey [Resenha #237]

A Menina da Neve


Sinopse: Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.


Comentei no Instagram e repito aqui que, quando o livro de estreia de um autor é indicado ao Pulitzer, a gente tem que ficar de olho nele. Com seu livro de estreia, “A Menina da Neve”, Eowyn Ivey conseguiu esta façanha, e nos entregou um belo livro.

20 de outubro de 2015

Neve na Primavera, de Sarah Jio [Resenha #235]

Neve na Primavera


Sinopse

: Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho.

Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade.

Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.

Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos, Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.


Minha primeira experiência com a autora Sarah Jio foi bastante agradável. Seu “Violetas de Março” foi um livro que me surpreendeu por sua narrativa envolvente e personagens carismáticos, assim, foi com curiosidade e altas expectativas que acompanhei o lançamento do “Neve na Primavera”, e me forcei a esperar toda a agitação passar, para poder acompanhar o livro sem maiores exigências.

31 de agosto de 2015

Fragmentados, de Neal Shusterman [Resenha #232]

Fragmentados


Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


Neal shusterman construiu um mundo civilizado com uma realidade assustadora: houve uma guerra civil em que dois lados batalharam, e, para porem fim ao impasse, foi criada uma lei, a Lei da Vida.

7 de julho de 2015

O Dia Depois de Amanhã, de Robert A. Heinlein [Resenha #227] [Desafio de E-books 2015]

O Dia Depois de Amanhã


Sinopse: Também lançado como "A Sexta Coluna", Nº20 da Coleção Argonauta. Robert A. Heinlein conta-nos neste fascinante romance a história da conquista e ocupação da América por invasores asiáticos. Apenas seis homens em todo o país poderão transformar a derrota em vitória! Seis homens contra quatrocentos milhões! Num laboratório-fortaleza escondido nas montanhas rochosas, estes homens planejam uma revolta que ultrapassará tudo quanto se possa imaginar! Trabalhando nas profundezas do solo, secretamente, constroem uma arma que fará estremecer o mundo. Estão determinados a defender o seu país da aniquilação total.Este livro é tão empolgante como um romance de aventuras, tão fascinante como documentos governamentais secretos, tão lógico como uma experiência científica. Heinlein confronta-nos com a velha máxima de que, se a tecnologia for suficientemente avançada torna-se para o comum dos mortais indistinguível da magia, e, é armados com essa magia que os nossos heróis conseguirão derrotar probabilidades impensáveis. Além do mais, o mais fascinante do livro é a compreensão do autor dos meandros e comportamentos do pessoal integrado em exércitos. Apesar de muitas vezes pensarmos que um exército é um monte de pessoas desorganizadas, um exército eficaz é um modelo de organização que é seguido em todo o mundo por homens de armas mas também por empresas privadas que usam os seus princípios organizativos para orientar os seus negócios. Como demonstração do que um exército deve ser, o livro é excelente, apesar de em certos aspectos ter uma atitude ingénua e juvenil, tão típica de Heinlein nos seus princípios de carreira.


Robert A. Heinlein já havia deixado em mim impressões bastante fortes com seu clássico “Tropas Estelares”. Considerado um dos três pilares sobre os quais a ficção científica clássica se desenvolveu, ao lado de Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, o autor criou alguns dos enredos mais originais do gênero, então eu simplesmente tinha que ler algo mais dele. E esse é o caso de “O Dias Depois de Amanhã

15 de junho de 2015

A Playlist de Hayden, de Michelle Falkoff [Resenha #223]

A Playlist de Hayden


Sinopse: Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente.

Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.


O lançamento de “A Playlist de Hayden” estava envolta em um hype enorme, e promessas de uma leitura emocionante aliada a uma seleção de músicas de fazer inveja em muitas listas, mas eu não sabia muito bem o que encontrar, e posso dizer que a surpresa que tive com a leitura foi bastante positiva.

6 de abril de 2015

A Mais Pura Verdade, de Dan Gemeinhart [Resenha #212] + Promoção

A Mais Pura Verdade


Sinopse: Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha. Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças. Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça.

A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.


Tentei ler ao “A Mais Pura Verdade” sem muitas expectativas, mas não acho que tenha conseguido. O livro vem sendo muito comentado e, como acontece com os sick-lit, carregam consigo uma carga emocional que pode despertar sentimentos ambíguos nos leitores. Ainda estava ansioso quando comecei a leitura, e a sensação de que algo muito ruim acabaria acontecendo foi me acompanhando por toda ela.

23 de março de 2015

Boa Noite, Estranho, de Jennifer Weiner [Resenha #210]

Boa Noite, Estranho

Sinopse: Para Kate Klein, que, meio por acaso, se tornou mãe de três filhos, o subúrbio trouxe algumas surpresas desagradáveis. Seu marido, antes carinhoso e apaixonado, agora raramente está em casa. As supermães do play-ground insistem em esnobá-la. Os dias se passam entre caronas solidárias e intermináveis jogos de montar. À noite, os melhores orgasmos são do tipo faça você mesma.

Quando uma das mães do bairro é assassinada, Kate chega à conclusão de que esse mistério é uma das coisas mais interessantes que já aconteceram em Upchurch, Connecticut, nos últimos tempos. Embora o delegado tenha advertido que a investigação criminal é trabalho para profissionais, Kate se lança em uma apuração paralela dos fatos das 8h45 às 11h30 às segundas, quartas e sextas, enquanto as crianças estão na creche.

À medida que Kate mergulha mais e mais fundo no passado da vítima, ela descobre os segredos e mentiras por trás das cercas brancas de Upchurch e começa a repensar as escolhas e compromissos de toda mulher moderna ao oscilar entre obrigações e independência, cidades pequenas e metrópoles, ser mãe e não ser.


Se tem um gênero que sempre me proporciona boas leituras, é o policial, então, quando tive em mãos um livro que esperava que fosse mais um romance tradicional, e na capa havia uma chamada dizendo “Detetive por acaso”, inevitavelmente me senti tentado a ler. E que bom que o fiz!

9 de março de 2015

Eve & Adam, de Michael Grant e Katherine Applegate [Resenha #208]

Eve e Adam


Sinopse: Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina.

Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular gens humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida!

Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.


Sabia muito pouco sobre “Eve & Adam” quando comecei a ler, e agora me felicito por isso. O livro vai se mostrando mais interessante a cada página, e justamente por isso sua leitura foi tão rápida e sem grandes percalços.

9 de fevereiro de 2015

As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender, de Leslye Walton [Resenha #204]

As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender


Sinopse: Gerações da família Roux aprenderam essa lição da maneira mais difícil. Os amores tolos parecem, de fato, ser transmitidos por herança aos membros da família, o que determina um destino ameaçador para os descendentes mais jovens: os gêmeos Ava e Henry Lavender. Henry passou boa parte de sua mocidade sem falar, enquanto Ava que em todos os outros aspectos parece ser uma jovem normal nasceu com asas de pássaro.

Tentando compreender sua constituição tão peculiar e, ao mesmo tempo, desejando ardentemente se adaptar aos seus pares, a jovem Ava, aos 16 anos, decide revolver o passado de sua família e se aventura em um mundo muito maior, despreparada para o que ela iria descobrir e ingênua diante dos motivos distorcidos das demais pessoas. Pessoas como Nathaniel Sorrows, que confunde Ava com um anjo e cuja obsessão por ela cresce mais e mais até a noite da celebração do solstício de verão. Nessa noite, os céus se abrem, a chuva e as penas enchem o ar, enquanto a jornada de Ava e a saga de sua família caminham para um desenlace sombrio e emocionante.


Se aceitam um conselho, não leiam sinopses. Nunca, jamais! Escolham o livro que querem ler por intuição, as chances de se decepcionar são grandes, é verdade, mas quando algo realmente bom surgir, as sensações ao final da leitura são indescritíveis. Foi isso que aconteceu comigo lendo o relato de Ava Lavender.

19 de janeiro de 2015

Um Porto Seguro, de Nicholas Sparks [Resenha #201]

Um Porto Seguro


Sinopse: Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.


Coisas que sempre falamos do Sparks: que ele tem uma fórmula pré-definida que pode ficar cansativa com o tempo, e, por isso, seus livros parecem, no fundo, um tanto iguais; que ele cria personagens com uma linha de crescimento aparente, com o leitor sabendo quem é bonzinho desde o começo, quem deve ficar com quem, e quem é o cara mau; e que ele é romântico ao extremo.

15 de dezembro de 2014

Na Linha de Frente, de Lawrence Block [Resenha #200]

Na Linha de Frente


Sinopse: Matthew Scudder, detetive aposentado e alcoólatra em recuperação, trabalha em casos informais na chamada Cozinha do Inferno, uma das regiões mais violentas de Nova York. Ao ser contratado pela família da estudante Paula Hoeldtke para investigar seu desaparecimento, Matt se envolve com Willa, a síndica de um prédio assombrado por estranhas mortes. Angustiado pela falta de pistas e prestes a desistir do caso, Matt encontra um elo entre a estudante e o monstruoso Mickey Ballou, conhecido como o Açougueiro. Mas ainda haverá muitas reviravoltas até que ele consiga desvendar os verdadeiros culpados.


Na adolescência fui um leitor voraz de romances policiais. Comecei com Agatha Christie e, quando já tinha lido tudo dela que estava disponível na biblioteca da escola, passei para outros autores, e foi assim que li Georges Simenon, Raymond Chandler, Arthur Conan Doyle e Lawrence Block.

1 de dezembro de 2014

Maximun Ride – Projeto Angel: Fugitivos Livro 1, de James Patterson [Resenha #198]

Maximun Ride - Texto


Sinopse: Maximum Ride tem 14 anos. Ela e os seus amigos seriam crianças normais se não tivessem o dom de voar. Para algumas pessoas esse poder seria um sonho, mas, no caso da turma de Max, a vida se transformou em um pesadelo sem fim desde que a perseguição dos Apagadores começou. Seja em cima das árvores do Central Park, em uma jornada escaldante no deserto da Califórnia ou nas entranhas do metrô de Nova York, Max e sua nova família lutam para compreender por que eles são diferentes de todos os outros seres humanos. A maior dúvida é: eles vão salvar a humanidade ou ajudar a destruí-la? Impossível ficar indiferente a Max! Sarcástica, corajosa e meio impaciente, ela é a líder mais poderosa e forte que você já conheceu. Ao mesmo tempo em que luta para se proteger e salvar a vida dos seus amigos, Max tenta entender por que tudo tem que ser tão difícil e diferente para eles. Se você gosta de ação rápida, dinâmica, daquelas de tirar o fôlego, com vilões que você ama odiar... Este é o seu livro! Uma aventura fantástica e imprevisível, que emociona e desperta a imaginação.


Minha primeira experiência com Patterson não foi muito positiva. A série “Witch & Wizard” tinha alguns problemas na condução que acabaram me afastando, como os protagonistas infantilizados e a narrativa que queria ser mais do que realmente era. Parei no segundo livro, sem expectativas de retorno. Mas, quando li “Caçadores de Tesouros”, meio que me reconciliei com o autor. É um livro infanto-juvenil que me divertiu bastante durante a leitura, o que, por tabela, me animou a ler “Maximun Ride”.

28 de outubro de 2014

Ratos e Homens, de John Steinbeck [ #SawyerRC ] [Resenha #193]

Ratos e Homens - Texto


Sinopse: George e Lennie são dois amigos bem diferentes entre si. George é baixo e franzino, porém astuto, e Lennie é grandalhão, uma verdadeira fortaleza humana, mas com a inteligência de uma criança. Só o que os une é a amizade e a posição de marginalizados pelo sistema, o fato de serem homens sem nada na vida, sequer família, que trabalham fazendo bicos em fazendas da Califórnia durante a recessão econômica americana da década de 30. Ganham pouco mais do que comida e moradia. No caminho, encontram outros sujeitos pobres e explorados, mas também situações que colocam em risco a sua miserável e humilde existência. Em Ratos e homens, Steinbeck levou à maestria sua capacidade de compor personagens tão cativantes quanto realistas e de, ao contar uma história específica, falar de sentimentos comuns a todos seres humanos, como a solidão e a ânsia por uma vida digna.


Já fazem uns bons anos desde que tive minha primeira experiência com Steinbeck. Estava no colegial e o senso apurado da bibliotecária da escola, na época, me guiava com precisão na descoberta de novos autores. Mais ou menos na mesma época ela me apresentou Hemingway, Allende e Bronte – a Charlotte.

4 de setembro de 2014

Estudo Independente – O Teste: Livro 2, de Joelle Charbonneau [Resenha #186]

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Sinopse: Cia Vale tem dezessete anos e tem tudo o que sempre sonhou: um amor perfeito, um lugar na universidade e um futuro como uma das líderes da Comunidade das Nações Unificadas. No entanto, apesar de todos os esforços do governo para apagar a memória de Cia, ela ainda lembra o que aconteceu. Ela precisa escolher entre ficar em silêncio e proteger a si mesmae as pessoas que ama ou expor o Teste e o que ele na verdade é, um programa assassino que deve ser impedido. O futuro da Comunidade depende dela.

No segundo volume da saga de Joelle Charbonneau, a chance de fazer parte da revitalização de uma civilização pós-guerra colide com o desejo de fazer o que o coração manda.

Selecionado pelo USA Today no TOP TEN Summer Reads. Escolha dos livreiros independentes de 2013.


Esta resenha pode trazer revelações incômodas para quem ainda não leu o primeiro volume da trilogia, “O Teste”.

Depois de passar pela excitação de ser selecionada para o Teste, única oportunidade de  conseguir entrar para a universidade, Cia Valle, da colônia de Três Cinco Lagos (valeu Joshua!), percebe que nem tudo  é como imaginava. Em “O Teste” – uma das melhores surpresas do ano –, ela foi colocada constantemente à prova e viu horrores que achava que a Comunidade das Nações Unificadas, que ressurgira das cinzas de um governo ineficiente em manter a paz e a ordem, estava isenta de possuir.

18 de agosto de 2014

Perdendo-Me, de Cora Carmack [Resenha #183]

Perdendo-Me - Texto


Sinopse: VIRGINDADE. Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual. Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?


Perdendo-me tem uma capa bastante sugestiva: um casal trocando olhares apaixonados. Partindo da curiosidade e do fato de não ter lido nenhum livro dito New Adult – pelo menos não conscientemente – decidi me arriscar na leitura do livro completamente no escuro, e, também, por ele ser bastante curto, caberia perfeitamente no #Cacilda-A-Thon. Foi o que eu fiz. Li.

11 de agosto de 2014

A Menina Mais Fria de Coldtown, de Holly Black [Resenha #182]

A Menina Mais Fria de Coldtown


Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.


Quando terminei a leitura de “Boneca de Ossos”, ansiava por ler lago mais da autora Holly Black que estivesse um tanto mais próximo da minha faixa etária, por acreditar que, de certa forma, seria algo mais elaborado, denso, um pouco mais maduro. Até que recebi da Editora Novo Conceito o “A Menina Mais Fria de Coldtown”. Era hora de tirar a prova.

4 de agosto de 2014

O Inverno de Frankie Machine, de Don Winslow [Resenha #181]

O Inverno de Frankie Machine - Texto


Sinopse: Frank Machianno é um assassino de aluguel. Um assassino de aluguel aposentado, na verdade. Quando estava na ativa, era conhecido como Frankie Machine, mas os dias de crime ficaram no passado e ele leva uma vida tranquila no litoral de San Diego, onde é conhecido por ser um empresário comprometido e um pai e ex-marido exemplar. Quando, porém, o filho do atual chefe da máfia lhe pede um favor, Frank se vê obrigado a atender, e as ameaças de sua antiga profissão voltam a atormentá-lo. Alguém do passado o quer morto e Frank precisa descobrir quem e por quê. O problema é que o rol de candidatos é tão extenso quanto a lista telefônica da Califórnia e o tempo de Frankie está acabando. Ao retratar com riqueza de detalhes a violência inata ao mundo da máfia, Don Winslow construiu um thriller magnífico, repleto de ação e de personagens carismáticos. Combinando bom humor, inteligência e dinamismo, O inverno de Frankie Machine transporta o leitor para os cenários quentes de San Diego e da cultura surfista, com o auxílio de um anti-herói cativante.


Meu segundo Winslow. O primeiro, Selvagens, me arrebatou, a narrativa do autor imprimiu em mim marcas de profundo respeito por sua prosa fluída e seu tom ácido. Assim, parti para a leitura do “O Inverno de Frankie Machine” com minhas expectativas hospedadas na Estação Espacial Internacional, e, que fogo caia dos céus, cada centímetro dela foi satisfeita. Winslow já tinha meu respeito, agora tem também meu devoção, e definitivamente é dos meus autores favoritos.

28 de julho de 2014

Incendeia-me – Estilhaça-me Livro 3, de Tahereh Mafi [Resenha #180]

Incendeia-me - Texto


Sinopse:

UM DIA EU POSSO ROMPER
UM DIA EU POSSO R  O  M  P  E  R
E ME LIBERTAR
NADA MAIS VAI SER IGUAL

O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado. Juliette foi a única que restou no caminho d O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá. Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.


Dia desses fiz uma compilação das séries que estou acompanhando e me assustei com a quantidade delas que li apenas o primeiro livro. Assim, é quase que um evento quando consigo terminar alguma, ainda mais uma tão especial quanto a trilogia Estilhaça-me, da estreante mas já competente Tahereh Mafi.

14 de julho de 2014

O Teste, de Joelle Charbonneau [Resenha #178]

O Teste - Texto


Sinopse: No dia de formatura de Malencia ‘Cia’ Vale e dos jovens da Colônia Cinco Lagos, tudo o que ela consegue imaginar – e esperar – é ser escolhida para O Teste, um programa elaborado pela Comunidade das Nações Unificadas, que seleciona os melhores e mais brilhantes recém-formados para que se tornem líderes na demorada reconstrução do mundo pós-guerra. Ela sabe que é um caminho árduo, mas existe pouca informação a respeito dessa seleção. Então, ela é finalmente escolhida e seu pai, que também havia participado da seleção, se mostra preocupado. Desconfiada de seu futuro, ela corajosamente segue para longe dos amigos e da família, talvez para sempre. O perigo e o terror a aguardam. Será que uma jovem é capaz de enfrentar um governo que a escolheu para se defender?


Uma coisa é inegável: o sucesso de Jogos Vorazes abriu caminho para que ou que diversas séries distópicas fossem publicadas por aqui ou que aquelas já em publicação ganhassem maior destaque. Eu gosto do gênero, do assombro que sempre me causa pensar o quanto de hipotético um futuro distópico tem se olharmos para o mundo como o vivemos hoje. Se as distopias se caracterizam por retratar um futuro sombrio onde a população sobrevivente a um evento próximo da extinção são subjugados por uma elite dominante e opressora, eu não me considero pessimista ao ver que há coerência e coesão se olharmos para o nosso presente e identificarmos caminhos que nos levarão até um futuro assim.

10 de julho de 2014

De Repente Acontece, de Susane Colasanti [Resenha #177]

De Repente Acontece - Texto


Sinopse: De repente acontece fala daquelas paixões que começam do jeito errado e têm tudo para terminar errado – mas, depois de ler a última página, a gente acredita que o amor existe. Se você é uma menina, este livro vai ajudá-la a entender o que se passa na cabeça dos garotos. Se é um menino... Bem, se você é um menino, também vai gostar de De repente acontece. Uma história simpática, com cara de vida real. E que poderia acontecer com você ou com a sua melhor amiga!


Algum tempo atrás tive um momento um pouco conturbado, as leituras não fluíam como deveriam e eu queria ler um livro simples, que me proporcionasse uma leitura “de perfumaria”, coisa de momento. Daí me lembrei que eu tinha uma pendência com a autora Susane Colasanti, e que seria um bom momento para resolver esta questão.

Quando li o “Bem Mais Perto”, há quase dois anos atrás, eu felicitei a autora por, entre outras coisas, ser um livro bem escrito e pelas críticas ao sistema tradicional de ensino que ela fazia durante a narrativa. Não era o foco, claro, mas achei bem colocadas as opiniões que ela teceu em um momento ou outro. Assim, fui com alguma vontade ler o próximo lançamento da autora por aqui, o “Esperando Por Você”, e tudo corria de forma semelhante ao “Bem Mais Perto”, até que a personagem principal afirma que o fato de ela estar com depressão se deve à sua “falta de vontade de ser feliz”. Ah, vá! Felicidade não é pompoarismo.

Oscar