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18 de maio de 2015

Simplesmente Ana, de Marina Carvalho [Resenha #218]

Simplesmente Ana


Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha…

Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.

Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.

A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.

Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.


Primeiro, uma coisa que é fato: “Simplesmente Ana” não tem um enredo original; livros, filmes e séries já contaram uma história parecida, da moça comum que em um belo dia descobre ser a filha perdida de um monarca. Mas este é um tema que mexe com toda uma geração – e até mais de uma – criada sob a sombra das princesas da Disney e seu ideal de pureza pela monarquia (olha o “O Rei Leão” aí que não me deixa mentir), somos naturalmente curiosos sobre o tema, e, especificamente, eu, em como a autora iria desenvolver sua história sob bases já tão amplamente utilizadas.

4 de maio de 2015

Uma Vez na Vida, de Marianne Kavanagh [Resenha #216]

Uma Vez na Vida


Sinopse: Uma história de amor, encontros e.... desencontros!

Conheça Tess. Obcecada por roupas vintage, ela está sempre enrolada no emprego que detesta e em dúvida sobre seu namorado bonitão Dominic, que conheceu na universidade. Morando em um adorável apartamento com sua melhor amiga, Kirsty, ela poderia se considerar uma pessoa de sorte. Mas se sua vida é tão perfeita, por que ela se desfaz em lágrimas toda vez que pensa no futuro?

Conheça George. Um músico brilhante que divide seu tempo entre brigar com os companheiros de sua banda de jazz e se preocupar com o pai doente. Mas ele sabe que a vida não é só isso. Deve haver mais alguma coisa. Algo especial.

Tess e George são duas partes de um todo, almas gêmeas. Para a sorte deles, seus amigos em comum sabem que eles são feitos um para o outro. O problema é que eles não se conhecem e, sempre que a oportunidade aparece, a vida chacoalha os dois para longe.
E agora? Se todos têm uma alma gêmea, como o destino faz para uni-los?

Acompanhe a história divertida e apaixonante de Tess e George durante uma década de encontros malsucedidos, frustrações românticas e uma dúzia de recomeços. Uma vez na vida é uma comédia romântica moderna e inteligente sobre amizade, destino e oportunidades perdidas e reconquistadas!


Não é que eu não goste de romance, a questão é que eu prefiro ação.

Começando esta resenha assim fica até parecendo que eu não gostei do livro ou coisa parecida, mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Passei um bom tempo com o livro, estava atarefado com algumas coisas no trabalho que acabaram por corroer meu tempo então a leitura demorou mais do que eu esperava, o que, olhem só, terminou por ser algo bom, pois tive mais tempo de pensar sobre ela.

23 de março de 2015

Boa Noite, Estranho, de Jennifer Weiner [Resenha #210]

Boa Noite, Estranho

Sinopse: Para Kate Klein, que, meio por acaso, se tornou mãe de três filhos, o subúrbio trouxe algumas surpresas desagradáveis. Seu marido, antes carinhoso e apaixonado, agora raramente está em casa. As supermães do play-ground insistem em esnobá-la. Os dias se passam entre caronas solidárias e intermináveis jogos de montar. À noite, os melhores orgasmos são do tipo faça você mesma.

Quando uma das mães do bairro é assassinada, Kate chega à conclusão de que esse mistério é uma das coisas mais interessantes que já aconteceram em Upchurch, Connecticut, nos últimos tempos. Embora o delegado tenha advertido que a investigação criminal é trabalho para profissionais, Kate se lança em uma apuração paralela dos fatos das 8h45 às 11h30 às segundas, quartas e sextas, enquanto as crianças estão na creche.

À medida que Kate mergulha mais e mais fundo no passado da vítima, ela descobre os segredos e mentiras por trás das cercas brancas de Upchurch e começa a repensar as escolhas e compromissos de toda mulher moderna ao oscilar entre obrigações e independência, cidades pequenas e metrópoles, ser mãe e não ser.


Se tem um gênero que sempre me proporciona boas leituras, é o policial, então, quando tive em mãos um livro que esperava que fosse mais um romance tradicional, e na capa havia uma chamada dizendo “Detetive por acaso”, inevitavelmente me senti tentado a ler. E que bom que o fiz!

19 de janeiro de 2015

Um Porto Seguro, de Nicholas Sparks [Resenha #201]

Um Porto Seguro


Sinopse: Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.


Coisas que sempre falamos do Sparks: que ele tem uma fórmula pré-definida que pode ficar cansativa com o tempo, e, por isso, seus livros parecem, no fundo, um tanto iguais; que ele cria personagens com uma linha de crescimento aparente, com o leitor sabendo quem é bonzinho desde o começo, quem deve ficar com quem, e quem é o cara mau; e que ele é romântico ao extremo.

18 de agosto de 2014

Perdendo-Me, de Cora Carmack [Resenha #183]

Perdendo-Me - Texto


Sinopse: VIRGINDADE. Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual. Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?


Perdendo-me tem uma capa bastante sugestiva: um casal trocando olhares apaixonados. Partindo da curiosidade e do fato de não ter lido nenhum livro dito New Adult – pelo menos não conscientemente – decidi me arriscar na leitura do livro completamente no escuro, e, também, por ele ser bastante curto, caberia perfeitamente no #Cacilda-A-Thon. Foi o que eu fiz. Li.

21 de julho de 2014

Lugar Nenhum, de Neil Gaiman [Resenha #179]

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Sinopse: Em 'Lugar Nenhum' Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra - a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.

Lugar Nenhum é o primeiro romance de Neil Gaiman, autor dos best-sellers Deuses Americanos (Conrad, 2004) e Filhos de Anansi (Conrad, 2006), e criador da revolucionária série de quadrinhos Sandman. Concebida originalmente como série de TV em seis capítulos, Lugar Nenhum foi transmitida pela rede inglesa BBC. A transformação em romance resultou em sucesso imediato, conduzindo a obra às listas de best-sellers do Los Angeles Times e do San Francisco Chronicle, entre outras.


Gaiman não é uma unanimidade mas, ao meu ver, é um dos autores que mais se aproximam disso. Uma menção ao seu nome trás uma fascinação ímpar, gera um interesse genuíno, e reações apaixonadas. É claro, eu posso estar redondamente enganado, mas, sinceramente, é o que me parece.

17 de fevereiro de 2014

Misto-Quente, de Charles Bukowski [Resenha #160]

MistoQuente - Texto


Sinopse:  O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994).

Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.


Pecando pela generalização, ouso dizer que todo leitor deveria ter um Bukowski na estante. E, caso pudesse ter apenas um dele, que fosse o “Misto-Quente”. Já gostava muito do autor em “Hollywood”, primeiro livro dele que li, e “Pulp”, mas aqui ele atinge um outro patamar.

3 de fevereiro de 2014

O Presente, de Cecelia Ahern [Resenha #158]

O Presente - Texto


Sinopse: Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.


Em minha primeira leitura de um livro da autora Cecelia Ahern eu tive problemas de adaptação por não entender seu estilo: quando tive o “A Vez da Minha Vida” em mãos eu estranhei o fato da Vida da personagem principal, Lucy, entrar em contato com ela para que ela pudesse parar de mentir sobre si mesma e colocasse as coisas no lugar. Mas como assim a Vida se tornando corpórea e fazendo contato com a personagem?, eu me perguntava. O que me faltou foi alguém que me deixasse claro o quanto o fantástico é importante e presente na obra da autora, e, mais do que isso, no quanto sua narrativa se apoia nesse fator.

19 de junho de 2013

A Peculiar Tristeza Guardada num Bolo de Limão [Resenha #132]

A Peculiar Tristeza Guardada num Bolo de Limão

 

 

 

 

Sinopse: O que você faria se pudesse sentir o gosto das emoções? Rose Edelstein é uma menina que descobriu ter um talento incomum: ela sente o sabor das emoções das pessoas que preparam aquilo que come. E tudo começou semanas antes de seu aniversário quando, depois de uma briga com seu pai, sua mãe resolveu fazer um delicioso bolo de limão. Imagine o que você faria se seu paladar pudesse decifrar o gosto das emoções? É com isso que Rose tem de conviver daqui para frente. Com apenas nove anos, a curiosa menina sabe o que cada um sente secretamente e percebe que nunca mais comerá seus pratos preferidos do mesmo jeito. E o que ela pode fazer para lidar com isso?

Rose tem nove anos e descobre que pode sentir as emoções das pessoas apenas provando qualquer tipo de alimento que elas tenham preparado. Como se não fosse o suficiente, ela vive em uma família americana padrão, se pensarmos naquelas baseadas em estereótipos: seu irmão mais velho a ignora solenemente; seu pai se mata de trabalhar para prover a família com tudo de que ela precise, mas não se envolve na dinâmica doméstica; que é capitaneada por sua mãe, que tem um caso com seu chefe.

6 de maio de 2013

A Arte de Ouvir o Coração [Resenha #126]

A Arte de Ouvir o CoraçãoSinopse: O alemão Jan-Philipp Sendker conseguiu um grande feito: com uma história de amor forte e emocionante, mas totalmente diferente das tradicionais, conquistou milhões de leitores por todo o mundo. Só na Alemanha, já são quinhentos mil exemplares vendidos. Este livro conta a história de um bem-sucedido advogado de Nova York que desaparece de repente sem deixar vestígios, o que motiva Julia, sua filha, a ir atrás da única pista que tem - uma carta de amor de seu pai para uma mulher da Birmânia. Mas tudo isso é só uma introdução para a grande história que o leitor, acompanhando Julia, vai conhecer a partir daí. Um velho de Kalaw começa, então, a falar sobre a infância de seu pai, um período difícil para o pequeno Tin Win devido à crença de sua mãe que dizia que o menino havia nascido em um péssimo dia. Quando chega aos 10 anos, e parece já ter passado por muitos momentos ruins, ele fica cego. Mas diferente da forma que geralmente encaramos as coisas, isso não parece o fim do mundo para Tin Win. Não há tristeza ou desespero, mas sim um novo desafio que o leva a desenvolver a arte de identificar uma pessoa pelo som do coração batendo. E é assim que ele conhece o amor de sua vida, Mi Mi. Uma garota que aos poucos vamos descobrindo que também teria motivos de sobra para desistir da vida, mas que simplesmente vive como se ela fosse um grande milagre. A história segue de forma tão impressionante que as deficiências de Tin Win e de Mi Mi se tornam um simples detalhe.

A Arte de Ouvir o Coração” é um livro que já impressiona pelo projeto gráfico da capa*. Não há como deixá-lo passar despercebido: diversos insetos tomam conta da capa que, em mãos, ainda nos surpreende por serem estes insetos, na metade de baixo, em verniz, e na superior em alto relevo. Gostei muito, acho que é uma das mais belas capas que já vi, mas ela casa com o título do livro? Sim, faz todo o sentido.

4 de fevereiro de 2013

HHhH [Resenha #105]

HHhHSinopse: Himmlers Hirn heiBt Heydrich: O cérebro de Himmler se chama Heydrich. A sentença corrente entre os membros da SS permite vislumbrar os horrores vividos pela extinta Tchecoslováquia durante a ocupação nazista, quando o implacável chefe da Gestapo, Reinhard Heydrich, foi nomeado pelo Führer o "protetor" da Boêmia-Morávia, território incorporado ao III Reich durante a Segunda Guerra Mundial. Heydrich logo se tornou um misto de vice-rei e ditador, com absoluto poder de vida e de morte sobre os tchecos. Prisões em massa, torturas e execuções sumárias passaram a integrar o cotidiano dos habitantes da capital, que apelidaram seu novo senhor de "o carrasco de Praga". Esse é o cenário que serve de pano de fundo para que Laurent Binet, um apaixonado por Praga e pela história da resistência antinazista, escreva o eletrizante romance HHhH, em que ficção e realidade se confundem, colocando em evidência a natureza fugidia e multifacetada da verdade histórica. Até 1941, Jan Kubis e Jozef Gabcík não passavam de obscuros sargentos do Exército tchecoslovaco. No entanto, na primavera daquele ano - que marcaria o auge da expansão do império hitlerista -, o governo tchecoslovaco no exílio decide partir para o contra-ataque. As brutalidades cometidas contra a população tcheca seriam vingadas numa ação espetacular, cujo alvo era Reinhard Heydrich. Após uma rigorosa triagem, Gabcík e Kubis são os militares incumbidos dessa missão heroica, na prática uma empreitada suicida.

Tanto por sua dimensão quanto pelos horrores nela praticados, a Segunda Guerra Mundial rendeu diversos livros. É uma forma, muitos dizem, de se enaltecer os heróis que nela lutaram e, ao mesmo tempo – e talvez ponto mais importante – não se esquecer. Ninguém sai ganhando se uma grande tragédia é esquecida.

Oscar