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16 de novembro de 2015

A Menina da Neve, de Eowyn Ivey [Resenha #237]

A Menina da Neve


Sinopse: Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.


Comentei no Instagram e repito aqui que, quando o livro de estreia de um autor é indicado ao Pulitzer, a gente tem que ficar de olho nele. Com seu livro de estreia, “A Menina da Neve”, Eowyn Ivey conseguiu esta façanha, e nos entregou um belo livro.

3 de novembro de 2015

Galveston, de Nic Pizzolatto [Resenha #236]

Galveston


Sinopse: No mesmo dia em que é diagnosticado com câncer no pulmão, o matador de aluguel Roy Cady pressente que o chefe, um agiota e dono de bar que é o mandachuva em Nova Orleans, quer vê-lo morto. Conhecido entre os membros da gangue pelo nada afetuoso apelido de Big Country, por causa do cabelo comprido e das botas de caubói, Roy desconfia de que o serviço de rotina para o qual foi enviado possa ser uma emboscada. E de fato é. Mas consegue inverter os papéis e, após um banho de sangue, escapa ileso.

Além de Roy, só há mais uma pessoa viva no local, uma mulher, e num ato impensado ele aponta uma arma para a cabeça dela e a leva consigo na fuga em direção à cidade de Galveston - uma decisão imprudente e sem volta. A mulher, uma prostituta de 18 anos chamada Rocky, é jovem demais, durona demais, sexy demais - e certamente trará para Roy problemas demais.

Alternando passado e presente, Galveston é um thriller impregnado com o melhor da atmosfera noir. Uma narrativa ágil, permeada de diálogos marcantes e construída com o máximo de tensão, prova do inegável talento literário de Nic Pizzolatto.


Galveston vem sendo vendido mundo afora como “o primeiro romance do criador de True detective”. Uma das coisas boas de eu ser um tanto desligado quanto a lançamentos e leitura de sinopses é que, caso contrário, teria passado longe desse livro.

Explico.

20 de outubro de 2015

Neve na Primavera, de Sarah Jio [Resenha #235]

Neve na Primavera


Sinopse

: Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho.

Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade.

Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.

Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos, Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.


Minha primeira experiência com a autora Sarah Jio foi bastante agradável. Seu “Violetas de Março” foi um livro que me surpreendeu por sua narrativa envolvente e personagens carismáticos, assim, foi com curiosidade e altas expectativas que acompanhei o lançamento do “Neve na Primavera”, e me forcei a esperar toda a agitação passar, para poder acompanhar o livro sem maiores exigências.

1 de outubro de 2015

Zac & Mia, de A. J. Betts [Resenha #234]

Zac e Mia


Sinopse: A última pessoa que Zac esperava encontrar em seu quarto de hospital era uma garota como Mia - bonita, irritante, mal-humorada e com um gosto musical duvidoso.

No mundo real, ele nunca poderia ser amigo de uma pessoa como ela.

Mas no hospital as regras são diferentes. Uma batida na parede do seu quarto se transforma em uma amizade surpreendente.

Será que Mia precisa de Zac? Será que Zac precisa de Mia? Será que eles precisam tanto um do outro?

Contada sob a perspectiva de ambos, Zac e Mia é a história tocante de dois adolescentes comuns em circunstâncias extraordinárias.


Por mais incrível – e um tanto maluco – que pareça, em um momento onde estou lendo muito pouco, e no qual quase tudo que tenho começado a ler tem ficado pelo caminho, um sick-lit me fez querer virar a madrugada e saber logo onde tudo aquilo iria terminar.

8 de setembro de 2015

172 Horas na Lua, de Johan Harstad [Resenha #233]

172 Horas Na Lua


Sinopse: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.

Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua.

Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer...

Prepara-se para a contagem regressiva.


Que sou fã de ficção científica quem acompanha o blog há algum tempo sabe, então foi com muitos bons olhos que vi o lançamento de 172 Horas na Lua, do autor Johan Harstad.

10 de agosto de 2015

Soldier: Leal Até o Fim, de Sam Angus [Resenha #231]

Soldier


Sinopse: Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos.

Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra.

SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.


Meu interesse em ler “Soldier” surgiu principalmente por ter gostado muito do “Rin Tin Tin”, e, claro, por o livro se passar no período da Primeira Guerra Mundial. Gosto muito dos relatos deste período e, salvo engano, ainda não havia lido um livro onde a relação homem-animal fosse o foco principal da narrativa.

20 de julho de 2015

Hitman: Matador por Acaso – Primeira Temporada: Vol. 01, 02 & 03, de Hiroshi Mutou [Resenha #229]

Hitman


Sinopse: Tokichi Inaba, 34 anos. É um competente vendedor externo de uma empresa alimentícia que, por acidente, se encontrou com o Magnum duplo original que estava gravemente ferido depois de levar um tiro. Mesmo a contragosto, Tokichi teve que assumir o lugar do assassino verdadeiro e se tornar um hitman (matador profissional). Agora o pobre vendedor vai ter de se desdobrar para poder levar a vida de marido e vendedor com a de assassino.


Já falei um pouco sobre o primeiro volume de “Hitman: Matador por Acaso”, nesta coluna do blog que não foi adiante. Publicado no Japão originalmente na revista Semanário Mangá Goraku desde 2005, o mangá já conta com vinte e quatro volumes encadernados publicados por lá, e eu torço fortemente para que cheguem por aqui. Publicado pela Nova Sampa, o mangá já teve seis volumes publicados no Brasil, dividido em duas temporadas de três volumes, é da primeira que vou falar agora.

13 de julho de 2015

Estava Escrito, de Gunnar Staalesen [Resenha #228] [Desafio de E-Books 2015]

Estava Escrito


Sinopse

: As aventuras do detetive Varg Veum o levam a um mundo obscuro, em que adolescentes privilegiados são atraídos para as drogas e a prostituição. E a situação fica ainda pior quando o juiz local é encontrado morto em um hotel de luxo, usando lingerie, e pais desesperados imploram para que Veum encontre uma garota desaparecida.

No rastro das pistas que encontra, Veum percebe que precisa seguir com suas investigações no impiedoso submundo de Bergen, na Noruega. O que era, a princípio, uma investigação de rotina, torna-se um jogo extremamente perigoso e eletrizante, que o detetive precisará resolver em uma corrida contra o tempo…


Fazia já algum tempo que não lia um romance policial e senti uma necessidade muito forte de fazê-lo quando terminei o “O Dia Depois de Amanhã”, quase como se precisasse disso para não cair em uma ressaca literária – que sempre acontece comigo quando termino livros dos quais gosto muito e fico pensando neles ainda um bom tempo depois de terminada a leitura. Somado ao fato de que tinha muita curiosidade em ler algo do catálogo da Vestígio – que publica essencialmente policiais – decidi ler o “Estava Escrito”, que ainda tem o bônus de ser um policial nórdico, que já andou mais na moda, é verdade, mas sempre é tempo para se conhecer novos autores.

7 de julho de 2015

O Dia Depois de Amanhã, de Robert A. Heinlein [Resenha #227] [Desafio de E-books 2015]

O Dia Depois de Amanhã


Sinopse: Também lançado como "A Sexta Coluna", Nº20 da Coleção Argonauta. Robert A. Heinlein conta-nos neste fascinante romance a história da conquista e ocupação da América por invasores asiáticos. Apenas seis homens em todo o país poderão transformar a derrota em vitória! Seis homens contra quatrocentos milhões! Num laboratório-fortaleza escondido nas montanhas rochosas, estes homens planejam uma revolta que ultrapassará tudo quanto se possa imaginar! Trabalhando nas profundezas do solo, secretamente, constroem uma arma que fará estremecer o mundo. Estão determinados a defender o seu país da aniquilação total.Este livro é tão empolgante como um romance de aventuras, tão fascinante como documentos governamentais secretos, tão lógico como uma experiência científica. Heinlein confronta-nos com a velha máxima de que, se a tecnologia for suficientemente avançada torna-se para o comum dos mortais indistinguível da magia, e, é armados com essa magia que os nossos heróis conseguirão derrotar probabilidades impensáveis. Além do mais, o mais fascinante do livro é a compreensão do autor dos meandros e comportamentos do pessoal integrado em exércitos. Apesar de muitas vezes pensarmos que um exército é um monte de pessoas desorganizadas, um exército eficaz é um modelo de organização que é seguido em todo o mundo por homens de armas mas também por empresas privadas que usam os seus princípios organizativos para orientar os seus negócios. Como demonstração do que um exército deve ser, o livro é excelente, apesar de em certos aspectos ter uma atitude ingénua e juvenil, tão típica de Heinlein nos seus princípios de carreira.


Robert A. Heinlein já havia deixado em mim impressões bastante fortes com seu clássico “Tropas Estelares”. Considerado um dos três pilares sobre os quais a ficção científica clássica se desenvolveu, ao lado de Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, o autor criou alguns dos enredos mais originais do gênero, então eu simplesmente tinha que ler algo mais dele. E esse é o caso de “O Dias Depois de Amanhã

29 de junho de 2015

O Manual da Garota Geek, de Sam Maggs [Resenha #226]

O Manual da Garota Geek


Sinopse: Fica a dica, mundo: nada é mais legal do que ser uma garota geek O manual da garota geek é o guia especial de tudo aquilo que nos faz incrível: nossas paixões. Embora o restante da humanidade acredite que as geeks são pessoas muito estranhas, a verdade é que apenas amamos e nos envolvemos demais com as melhores coisas da vida. Não importa o que você ame – quadrinhos, seriados de ficção científica, literatura juvenil –, se acabou de chegar ou se adora há anos, para ser uma garota geek o importante é amar com intensidade. Desde aprender a iniciar um blog legal sobre seus hobbies, planejar o próximo cosplay, organizar um evento geek ou simplesmente entender que tipo de nerd você é, este livro está aqui para ajudá-la. Encontre aqui tudo o que você precisa para que sua nerdice seja longa e próspera!


Olha só como funciona o destino! Pra quem reclamou de sexismo pelo fato de que o Geek Love falava de amor para meninos – apesar de o autor deixar bem claro que uma leitora poderia adaptar o texto para sua conveniência – a Única lança agora o “O Manual da Garota Geek”, que ensina as garotas – e a nós meninos também, não entremos em crise nem vamos polemizar por causa desses meros detalhes – a se situarem em um mundo de livros, games, séries, filmes e de tantas mitologias próprias que é muito fácil se perder.

26 de junho de 2015

Croquis, de Hinako Takanaga [Resenha #225]

Croquis


Sinopse: Nagi tem um trabalho de meio período como modelo numa escolas de arte e ultimamente elevem notando o olhar de um aluno especial.

Kaji parece bem amigável, mas Nagi tem medo de revelar seu maior segredo: ele é uma drag queen e está guardando dinheiro para fazer grandes mudanças!

Será que Kaji aceitará Nagi como ele é ou ele será esnobado novamente?


Croquis foi minha primeira experiência com shonen-ai, e tive bem menos estranhamentos do que supus ter, o que é altamente positivo. Por definição, o shonen-ai trás uma relação com forte conotação afetiva entre garotos, algo diferente dos títulos yaoi que vai para um lado mais erótico mesmo. Acontece que eu sempre fico com a impressão de que a linha que separa as duas vertentes é tão tênue que é muito fácil confundí-los – até acho que, na verdade, Croquis é um yaoi, pelo menos em seu site oficial a editora o descreve assim.

23 de junho de 2015

Vango: Entre o Céu e a Terra, de Timothée de Fombelle [Resenha #224]

Vango


Sinopse: Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'. Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense. Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim. O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckner, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.


Poucas vezes começo uma resenha com medo de não conseguir passar para vocês o que penso de um livro, como agora. Na grande maioria das vezes, isso acontece quando gosto muito de um livro e bate aquela insegurança em não conseguir me expressar adequadamente na resenha. Foi isso que aconteceu com “Vango”, por que sim, ele é muito bom!

15 de junho de 2015

A Playlist de Hayden, de Michelle Falkoff [Resenha #223]

A Playlist de Hayden


Sinopse: Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente.

Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.

A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.


O lançamento de “A Playlist de Hayden” estava envolta em um hype enorme, e promessas de uma leitura emocionante aliada a uma seleção de músicas de fazer inveja em muitas listas, mas eu não sabia muito bem o que encontrar, e posso dizer que a surpresa que tive com a leitura foi bastante positiva.

8 de junho de 2015

A Lista, de Cecelia Ahern [Resenha #222]

A Lista


Sinopse

: Kitty Logan tem 32 anos e aos poucos está perdendo tudo o que conquistou: sua carreira está arruinada; seu namorado a deixou sem um motivo aparente; seu melhor amigo está decepcionado com ela; e o principal: sua confidente e mentora está gravemente doente.

Antes de morrer, Constance deixa um mistério nas mãos de Kitty que pode ser a chave para sua mudança de vida: uma relação de nomes de pessoas desconhecidas. É com base neles que Kitty deverá escrever a melhor matéria de sua carreira.

Quando começa a ouvir o que aquelas pessoas têm a dizer, Kitty aos poucos descobre as conexões entre suas histórias de vida e compreende por que foi escolhida para dar voz a elas.


Já disse algumas vezes aqui no blog o quanto gosto da autora Cecelia Ahern, e de como nem sempre foi assim, com o primeiro livro que li dela, o “A Vez da Minha Vida” ter me causado certa estranheza, principalmente, por eu não ter entendido a presença do fantástico na obra da autora.

1 de junho de 2015

Em Busca da América, de Anne Tyler [Resenha #221]



Sinopse: No aeroporto de Baltimore, dois casais aguardam a chegada de um vôo proveniente da Coréia, que traz duas crianças a serem adotadas. O casal Donaldson é a típica representação "americano médio" - Bitsy e Brad ostentam buttons de "Mamãe" e "Papai", além de estarem acompanhados do restante da família, que traz filmadoras e balões. Já Ziba e Sami Yazdan, de ascendência iraniana, apresentam um comportamento discreto, sem muitos festejos. Apesar das diferenças, é o início de uma amizade, que vai colocar em foco a "identidade americana".


Não conhecia Anne Tyler até ter a oportunidade de ler “O Começo do Adeus”, que foi publicado há alguns anos pela Editora Novo Conceito, e me surpreendi muito com o livro da autora, passando a ter profundo respeito e admiração pela sua obra. Só que eu me via em uma posição ambígua: apesar de querer muito ler algo mais dela, fazê-lo é olhar, inevitavelmente, para dentro de si, e não sei se estava pronto, até agora.

29 de maio de 2015

Zero Eterno Vol.01, de Naoki Hyakuta e Souichi Sumoto [Resenha #220]

Zero Eterno

Sinopse: Kentaro Saeki, um jovem de 26 anos, sente que sua vida está estagnada - há alguns anos reprovando no exame nacional de advocacia, o rapaz sente falta de algo que o faça ter motivação e fazer o 'motor' da sua vida funcionar. até que, um dia, sua irmã o contrata para uma importante pesquisa - descobrir quem foi Kyuzo Miyabe, seu verdadeiro avô, homem que batalhou nos céus da guerra do pacífico de 60 anos atrás, pilotando um caça Mitsubishi a6m zero, e morreu em missão pelo tokkotai, a esquadra de pilotos suicidas muito atuante durante a segunda guerra mundial. a partir disso, Kentaro vê sua vida finalmente tomar um rumo ao descobrir mais sobre os valores e o modo de pensar de quem sobreviveu a esse passado não tão distante e confrontá-los com o presente que não parece entendê-los.

Zero Eterno é uma mangá histórico, baseado no livro de mesmo nome, publicado em 2013, escrito por Naoki Hyakuta que se tornou um fenômeno de vendas no Japão, sendo comercializadas apenas no ano de lançamento mais de três milhões de cópias, fazendo com que ganhasse adaptações para o cinema, doramas, e esta em mangá, com arte de Souichi Sumoto.

25 de maio de 2015

Reboot – Reboot #1, de Amy Tintera [Resenha #219]

Reboot


Sinopse: Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.


Reboot caiu nas minhas mãos por acaso, mas veio com uma boa indicação e a promessa de ser apenas uma duologia e uma boa estreia da autora, Amy Tintera, no gênero. Resolvi ler, mas o começo foi um tanto complicado.

18 de maio de 2015

Simplesmente Ana, de Marina Carvalho [Resenha #218]

Simplesmente Ana


Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha…

Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.

Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.

A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.

Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.


Primeiro, uma coisa que é fato: “Simplesmente Ana” não tem um enredo original; livros, filmes e séries já contaram uma história parecida, da moça comum que em um belo dia descobre ser a filha perdida de um monarca. Mas este é um tema que mexe com toda uma geração – e até mais de uma – criada sob a sombra das princesas da Disney e seu ideal de pureza pela monarquia (olha o “O Rei Leão” aí que não me deixa mentir), somos naturalmente curiosos sobre o tema, e, especificamente, eu, em como a autora iria desenvolver sua história sob bases já tão amplamente utilizadas.

11 de maio de 2015

Kings of Cool, de Don Winslow [Resenha #217]

Kings of Cool


Sinopse: Em Selvagens, Don Winslow apresentou Ben e Chon, dois amigos de vinte e poucos anos que arriscam tudo para salvar O., a garota que amam. Um dos thrillers mais festejados nos últimos anos – que deu origem ao filme dirigido por Oliver Stone –, Selvagens foi eleito um dos melhores livros de 2010 por veículos como The New York Times, Entertainment Weekly, The Los Angeles Times e Chicago Sun-Times.


“Minha missão é espalhar a literatura de Don Winslow pelo mundo”, diria eu, no Miss Universo.

4 de maio de 2015

Uma Vez na Vida, de Marianne Kavanagh [Resenha #216]

Uma Vez na Vida


Sinopse: Uma história de amor, encontros e.... desencontros!

Conheça Tess. Obcecada por roupas vintage, ela está sempre enrolada no emprego que detesta e em dúvida sobre seu namorado bonitão Dominic, que conheceu na universidade. Morando em um adorável apartamento com sua melhor amiga, Kirsty, ela poderia se considerar uma pessoa de sorte. Mas se sua vida é tão perfeita, por que ela se desfaz em lágrimas toda vez que pensa no futuro?

Conheça George. Um músico brilhante que divide seu tempo entre brigar com os companheiros de sua banda de jazz e se preocupar com o pai doente. Mas ele sabe que a vida não é só isso. Deve haver mais alguma coisa. Algo especial.

Tess e George são duas partes de um todo, almas gêmeas. Para a sorte deles, seus amigos em comum sabem que eles são feitos um para o outro. O problema é que eles não se conhecem e, sempre que a oportunidade aparece, a vida chacoalha os dois para longe.
E agora? Se todos têm uma alma gêmea, como o destino faz para uni-los?

Acompanhe a história divertida e apaixonante de Tess e George durante uma década de encontros malsucedidos, frustrações românticas e uma dúzia de recomeços. Uma vez na vida é uma comédia romântica moderna e inteligente sobre amizade, destino e oportunidades perdidas e reconquistadas!


Não é que eu não goste de romance, a questão é que eu prefiro ação.

Começando esta resenha assim fica até parecendo que eu não gostei do livro ou coisa parecida, mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Passei um bom tempo com o livro, estava atarefado com algumas coisas no trabalho que acabaram por corroer meu tempo então a leitura demorou mais do que eu esperava, o que, olhem só, terminou por ser algo bom, pois tive mais tempo de pensar sobre ela.

Oscar