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10 de julho de 2015

Relembrando: Junho

Relembrando

 

Junho foi um mês estranho. Foi o mês em que voltei de férias e me deparei com mudanças drásticas em dois ou três aspectos que cedo ou tarde vão dar o que falar. Mas também foi o mês em que fiz o trabalho de campo onde visito os produtores rurais uma vez por ano. É uma tarefa que me agrada e que me faz sentir – ao mesmo tempo em que reconheço as dificuldades pelas quais passam – certa inveja daqueles campos verdes, do cheiro de mato fresco e de um vento que sibila por entre as árvores. Eu gostaria de morar em um sítio!

23 de junho de 2015

Vango: Entre o Céu e a Terra, de Timothée de Fombelle [Resenha #224]

Vango


Sinopse: Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'. Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense. Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim. O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckner, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.


Poucas vezes começo uma resenha com medo de não conseguir passar para vocês o que penso de um livro, como agora. Na grande maioria das vezes, isso acontece quando gosto muito de um livro e bate aquela insegurança em não conseguir me expressar adequadamente na resenha. Foi isso que aconteceu com “Vango”, por que sim, ele é muito bom!

Oscar