
Na segunda-feira publiquei a última resenha do ano aqui no blog, do excelente “Na Linha de Frente”, do Lawrence Block. Sendo assim, senti que já era tempo de publicar minha lista com as melhores leituras do segundo semestre – e também por achar mito difícil que consiga ler algo mais este ano: minha casa está em reformas, a chuva não colabora e devo ficar atarefado até os quarenta e cinco do segundo tempo.
O segundo semestre foi um tanto mais corrido que o primeiro, li bons livros mas as coisas não renderam tanto quanto eu gostaria, preciso me organizar em alguns aspectos para que consiga produzir mais – sem perder qualidade ou fazer tudo parecer uma obrigação – mas já tenho algumas ideias interessantes para o blog.






Sinopse: Eis um Bukowski puro-sangue. Legítimo. Concluído alguns meses antes de sua morte, em março de 1994, aos 73 anos. Não há como sair incólume desta história. A saga de Nick Belane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de segunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles. Mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte. Como nos velhos livros policiais de papel vagabundo, subliteratura pura, a quem Charles Bukowski dedica solenemente Pulp. Ele desafia sua história com habilidade de mestre. Um Rabelais percorrendo o mundo noir? A divina sujeira? A maravilhosa sordidez? Um acerto de contas com a arte? Uma homenagem? Uma reflexão sobre o fim da vida? E tomara que a morte estivesse linda, gostosa e sexy – como está nesta história – quando encontrou o velho Buk poucos meses depois de ter posto o ponto final nesta pequena obra-prima.
